Dirigente, que foi delegada especial durante 2015, é agora líder formal e promete aumentar as valências e a capacidade de intervenção Dirigente, que foi delegada especial durante 2015, é agora líder formal e promete aumentar as valências e a capacidade de intervenção Alberto Oliveira e Silva

S. João da Madeira, 18 de Janeiro de 2016 

Por Alberto Oliveira e Silva

Célia Monteiro assume presidência da Cruz Vermelha de S. João da Madeira

Após um ano como delegada especial, Célia Monteiro tomou posse como presidente da direcção da delegação de S. João da Madeira da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP). É acompanhada no elenco para quatro anos pelos vice-presidentes Américo Nunes da Silva e João Queirós, pela tesoureira Anabela Neves e pelos vogais Sónia Ferreira e Eddy Costa.

Os tempos são de exigências cada vez maiores e de cada vez menos recursos”, vincou a dirigente, na hora de dizer de sua justiça. Falou num “novo ciclo”, que exige “renovação”, mas também a manutenção de “estabilidade” na condução do leme da entidade.

Célia Monteiro sublinhou que a “acção social” é a valência “mais importante da CVP sanjoanense, enumerando o apoio alimentar mensal distribuído, assim como a entrega de calçado, vestuário e mobiliário. São principais destinatárias famílias carenciadas da cidade/município.

Relevou, também, a área da saúde, que disponibiliza consultas médicas, de enfermagem e de psicologia”.

Com olhos no devir do mandato, a presidente anunciou os objectivos de reforçar o apoio alimentar prestado aos utentes, o que será conseguido com a criação de uma horta comunitária, projecto contemplado na edição de 2015 do orçamento participativo da Junta de Freguesia de S. João da Madeira.

Na vertente pró-saúde, adiantou a vontade de dar início a um serviço de apoio domiciliário e de criar um “banco de ajudas técnicas” para quem padece de várias limitações.

Assinalando que o estruturar de candidaturas a fundos europeus poderá ajudar a concretizar os desejos enunciados, ainda acentuou a intenção de “melhorar as respostas” dirigidas a quem sofre de violência doméstica.

Para os jovens utentes da delegação de S. João da Madeira da Cruz Vermelha e para o universo familiar em geral, a responsável elencou três novos projectos: ampliação do “espaço de explicações”, com o objectivo de criar “um centro de estudo”; o projecto “Família do Coração”, visando alargar os horizontes e oportunidades dos mais carenciados; e a criação de um “centro de apoio familiar e de aconselhamento parental”. Anunciou que a Segurança Social de Aveiro “já deu parecer positivo” a este projecto específico.

Com nota de que o melhoramento do edifício-sede na cidade será um trabalho em contínuo, assinalou a vontade de incrementar a frota de duas viaturas – já com alguma idade – e enfatizou que as dificuldades financeiras persistirão como desafio permanente.

Antes de olhar para o futuro, Célia Monteiro tinha ensaiado balanço sobre o desempenho da instituição em 2015. Em especial para vincar que a intervenção social e comunitária realizada só foi possível porque, ao lado de quem tinha cargo formal e funções específicas, a delegação contou com muitos amigos e voluntários.

Têm trabalhado connosco e têm-nos acrescentado valor”, testemunhou, vincando que o labor voluntário beneficiou “quase todos os departamentos” daquela casa.

Também salientou o “trabalho em rede”, realizado com câmara municipal e junta de freguesia e com o movimento associativo sanjoanense.