Durante a inauguração do gabinete do CLDS de Vale de Cambra Durante a inauguração do gabinete do CLDS de Vale de Cambra D. R.

Região, 8 de Janeiro de 2016 

Por Redacção

ADRIMAG activa projectos sociais em três concelhos

A ADRIMAG (Associação de Desenvolvimento Rural Integrado das Serras do Montemuro, Arada e Gralheira) assumiu a gestão de “contratos locais de desenvolvimento social” (CLDS) de terceira geração nos concelhos de Arouca, Vale de Cambra e Castelo de Paiva.

Este projecto a três anos desenvolver-se-á no âmbito do Programa Operacional da Inclusão Social do “Portugal 2020”, o novo quadro comunitário de apoio, e vai disponibilizar uma verba de 450 mil euros para cada um dos CLDS.

João Carlos Pinho, coordenador daquela entidade, salientou que a sua associação já tinha gerido um contrato deste tipo no município arouquense, alargando, a partir de agora, a área de actuação.

O responsável referenciou o emprego, o empreendedorismo e o apoio a pessoas particularmente desfavorecidas, nomeadamente nos âmbitos da família e da infância e dos portadores de vários tipos de dependência, como áreas susceptíveis de serem objecto de projectos de intervenção.

Criar empregos”, nomeadamente através da “alavancagem de alguns pequenos negócios, é um dos objectivos estratégicos comum aos três municípios”. João Carlos Pinho apontou “a promoção de produtos locais” como uma forma de atingir aquele desiderato.

A vitela arouquesa e a doçaria conventual, no caso de Arouca, o vinho verde e ainda a vitela em Vale de Cambra e o vinho verde de Castelo de Paiva são alguns dos exemplos de mais-valias de territórios que também têm na floresta e na industrialização evidentes potencialidades económicas.

Vamos definir um conjunto de acções para cada um dos contratos”, sublinhou o coordenador da ADRIMAG.

Assinalou a constituição de uma equipa de intervenção por concelho, dotada de profissionais das áreas da psicologia, da educação social e da sociologia. Provavelmente também da área da assistência social.

O responsável vincou que o trabalho será realizado com o apoio das IPSS (instituições particulares de solidariedade social) de cada município, que vão assegurar “o atendimento de primeira linha”.

A identificação dos potenciais beneficiários das acções a implementar vai começar e será feita pelas redes sociais concelhias, sendo, contudo, expectável que desempregados e pessoas com graves carências socio-económicas sejam as primeiras contempladas.

João Carlos Pinho realçou que as ideias já alinhavadas sobre as intervenções possíveis e necessárias poderão passar por algumas modificações em face de “uma realidade que é volátil”.

Ainda fez questão de salientar que a escolha, pelos “conselhos locais de acção social” de cada concelho, da sua associação para liderar este processo teve a ver com “o conhecimento” que a mesma tem dos territórios.