O trabalho vencedor conta a história de “Júnior”, um jovem que sonha ser profissional de futebol, enquanto trabalha para ajudar a família O trabalho vencedor conta a história de “Júnior”, um jovem que sonha ser profissional de futebol, enquanto trabalha para ajudar a família D. R.

Cultura, 17 de Dezembro de 2015 

Por Alberto Oliveira e Silva

Filme “Aspirantes” vence Festival Luso-brasileiro

“Aspirantes”, de Ives Rosenfeld, venceu a competição de longas-metragens da 19ª edição do Festival de Cinema Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira, que se realizou entre os dias 06 e 13 deste mês, no auditório na biblioteca municipal.

Este filme brasileiro conta a história de “Júnior”, um jovem que sonha ser profissional de futebol, enquanto trabalha para ajudar a família. Pelo meio inveja o verdadeiro craque da sua equipa e vê complicarem-se os planos de estrelato futebolístico quando a sua namorada engravida.

Na curtas-metragens, o triunfo foi para “A Glória de Fazer Cinema em Portugal”, de Manuel Mozos. Uma história sobre a vontade de fazer cinema expressa, em 1929, por José Régio. A descoberta de velhas bobines encerravam o resultado desse desejo.

Fernando Alves Pinto (filme “Para a Minha Amada Morta”) e Bianca Joy (fime “Prometo Um Dia Deixar Essa Cidade”) foram considerados “melhor actor” e “melhor actriz” do certame.

A presença em Santa Maria da Feira do consagrado realizador brasileiro Walter Salles – assistiu, no dia 08, à projecção da sua obra cinematográfica “Jia Zhang-Ke, Um Homem de Fenyang” – foi eleita por Américo Santos, director do Cineclube da Feira e do “Luso-brasileiro”, como um dos momentos-altos do evento.

Somos um festival pequeno e ter alguém do tamanho do Walter Salles foi muito importante para nós”, sublinhou. Vincou a “relação próxima” que nos últimos anos foi construída com este realizador do país-irmão.

Reafirmando a lógica do certame, que aposta na apresentação de autores consagrados e emergentes, numa lógica de diálogo entre as cinematografias de Portugal e do Brasil, o responsável disse-se também satisfeito pelo “contributo” que o Festival de Cinema Luso-brasileiro deu “para a reconciliação do cinema português com o seu próprio público”.

Salientou, em especial, a estreia de dois filmes: “John From”, de João Nicolau, e “Ornamento & Crime”, de Rodrigo Areias. Previu que, no 2016 que chega, serão atracção nas salas nacionais.

Américo Santos ainda manifestou a sua satisfação pelo facto de, pela primeira vez, as curtas-metragens de João Nicolau, que foi o “realizador em foco” deste ano, terem sido projectadas numa mesma sessão, realizada no passado domingo.

Ainda qualificou de “momento emocionante” a apresentação de “Love Film Festival”, de Manuela Dias, que abriu a edição deste ano. Trata-se de “uma história de amor filmada ao longo de cinco anos que acontece somente em festivais de cinema”. E “como tudo começou em Santa Maria da Feira”, o director vincou que, “pela primeira vez”, a cidade “viu-se reconhecida num filme”.

Na sessão de encerramento, em nome da Câmara Municipal, que apoia esta organização, Gil Ferreira, o vereador da cultura, definiu o Cineclube da Feira como “o grande impulsionador da fruição do cinema” no concelho, e até na região.