Presidente da autarquia pede ajuda do Governo para garantir Cursos Técnicos Profissionais Superiores, que serão leccionados pelo ISEP e pela Escola Tecnológica local Presidente da autarquia pede ajuda do Governo para garantir Cursos Técnicos Profissionais Superiores, que serão leccionados pelo ISEP e pela Escola Tecnológica local D. R.

Sociedade, 13 de Outubro de 2015 

Por Redacção

Vale de Cambra à espera do ensino superior

O presidente da Câmara Municipal de Vale de Cambra aproveitou a recente presença na cidade de João Casanova de Almeida, secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, para reafirmar a determinação do seu executivo em dotar o concelho de ensino superior.

Temos estado em permanente contacto com o Instituto Superior de Engenharia do Porto [ISEP], que já manifestou vontade em termos aqui os Cursos Técnicos Profissionais Superiores”, salientou José Pinheiro.

O autarca disse que, para que esse objectivo seja possível, “há uma questão de validação por parte da Secretaria de Estado do Ensino Superior”, à qual se acresce a necessária “garantia de financiamento ao ISEP”.

Tendo pedido os bons ofícios do governante, referiu que, resolvendo-se essas questões, o ensino superior será uma realidade em Vale de Cambra, através de uma colaboração lectiva entre o instituto portuense e uma entidade local de ensino, a “FORESP/Escola Tecnológica”.

O pedido foi feito na inauguração do Centro Escolar do Búzio, considerado “uma escola de excelência”.

João Casanova de Almeida sublinhou que “Vale de Cambra é um concelho que acarinha a educação”. Disse que a requalificação daquele estabelecimento escolar veio trazer melhores condições de trabalho aos alunos, professores e restantes agentes educativos.

É importante, cada vez mais, direccionarmos o ensino para as necessidades do tecido empresarial”, acentuou Pinheiro.

O presidente da câmara recordou a “enorme pujança industrial” do município, a qual – declarou – implica “especificidades muito próprias”. Vincou ser imperioso “construir e ajustar o ensino profissional a essas especificidades”.

A requalificação desta escola, orçada em cerca de três milhões de euros, com comparticipação comunitária de 85 por cento, surgiu das necessidades de adaptações funcionais e correcções construtivas. Também teve o objectivo de melhorar a eficiência energética das instalações.

As obras focaram dois pisos e, no piso térreo, situam-se, agora, áreas administrativas, de recepção e atendimento, bem como a biblioteca, a sala de audiovisuais e outros espaços técnicos e de apoio sanitário. Ainda uma sala polivalente, cozinha e refeitório.

No piso superior situam-se as salas de aula, sala de ciências experimentais, sala para experimentação de artes visuais e educação plástica.

Como complemento, no exterior, foi melhorada a imagem existente, sem alterar no essencial a sua composição, e foram levados a cabo outros trabalhos, nomeadamente a construção de um abrigo para espera de autocarros e de uma via de acesso condicionado, para garantir maior segurança a pedestres e motoristas. A intervenção incluiu o arranjo de espaços ajardinados e o talude envolvente ao polidesportivo.