Projecto inovador de associação empresarial envolveu 18 empresas e promete revolucionar a construção de habitação Projecto inovador de associação empresarial envolveu 18 empresas e promete revolucionar a construção de habitação D. R.

Arouca, 1 de Outubro de 2015 

Por Alberto Oliveira e Silva

“EcoCasas” para atrair jovens casais

A Câmara Municipal de Arouca está “a estudar” uma forma de financiamento que, envolvendo fundos da autarquia e a banca, permita que especialmente “jovens casais” comprem a “EcoCasa – Sistema de Gomos”, que, sob o chapéu da AECA (Associação Empresarial de Cambra e Arouca), foi desenvolvida em dois anos por 18 empresas locais.

Esperamos ter cá fora esse regulamento no mais curto-espaço de tempo”, sublinhou Artur Neves, no decorrer da inauguração/apresentação da primeira destas “EcoCasas Rurais de Arouca” – assim lhes chama o presidente da autarquia -, ontem realizada na Quinta do Serrado, na envolvente da vila capital do município.

O autarca salientou que tem compromisso com a AECA para a compra de três destas habitações, mas previu que outras se seguirão.

Artur Neves disse que a ideia passa por incentivar os casais jovens a compraram a “EcoCasa”, instalando-as pelo território concelhio, em terrenos de propriedade da câmara municipal, das juntas de freguesia e mesmo dos futuros proprietários.

Defendeu um modelo habitacional em que cada uma destas habitações ficará dotada de um “terreno anexo”, onde poderão ter uma zona de cultivo e, até, animais. “Queremos que a EcoCasa seja uma imagem de marca de Arouca”, enfatizou o presidente do executivo municipal.

O sistema de gomos permite a concepção de várias tipologias e posterior ampliação, pela junção de mais gomos. Um T1 poderá ser transformado num T2 e este num T4.

Samuel Gonçalves, o arquitecto, acentuou que usa um sistema que conjuga duas características difíceis de encontrar unidas na construção nacional: “é fácil de transportar e fácil de aplicar”. Testemunhou que a que está na Quinta do Serrado levou três dias a montar. Os blocos foram construídos pelas várias empresas em três meses.

A “EcoCasa” ontem apresentada tem um custo na ordem dos 75 mil euros, mas um T1 andará pelos 50 mil.

Bruno Teixeira, o presidente da AECA, salientou o carácter “inovador” deste projecto, que deu os primeiros passos em 2013.

Sem dúvida de que estas casas têm encontro marcado com o sucesso, realçou que se trata de um produto que acaba por, também, vender outros produtos das empresas que as tornaram uma realidade.