Até final do ano abrem mais três lojas da marca dinamarquesa e, até 2017, serão instalados um total de 14 estabelecimentos Até final do ano abrem mais três lojas da marca dinamarquesa e, até 2017, serão instalados um total de 14 estabelecimentos D. R.

Economia, 28 de Setembro de 2015 

Por Alberto Oliveira e Silva

Portugal é ponta-de-lança da estratégia comercial da “Ecco” para o sul da Europa

A empresa de calçado “Ecco” pretende instalar, até ao final de 2017, 14 lojas de marca no nosso País, que será, assim, ponta-de-lança de uma nova estratégia da multinacional dinamarquesa, que pretende lançar nos mercados um novo tipo de sapato, que aliará o habitual conforto operacionalidade – traços do chamado “design escandinavo” – a um estilo mais moderno e mais de acordo com os gostos do consumidor actual.

No nosso País, esta marca conta com uma loja junto à sua unidade em S. João de Ver, no município de Santa Maria da Feira, e está presente em três centros comerciais no Grande Porto: Norte Shopping, Arrábida Shopping e Mar Shopping.

Até final do ano, abrirá portas de mais três estabelecimentos comerciais de marca, nomeadamente no Cascais Shopping, no dia 29 deste mês, no dia seguinte, no Outlet do Freeport, e em Novembro no Porto.

É uma evolução natural”, salientou José Augusto Marques, responsável pela área de “investigação & desenvolvimento”.

Acentuou a necessidade/vontade de acompanhar as tendências da modernidade, nomeadamente através da criação no consumidor da “necessidade” por calçado que alie à tradição “Ecco” um design com mais impacto visual.

Este responsável vincou que a expansão e modificação da estratégia comercial nada tem a ver com uma eventual quebra na venda dos sapatos da multinacional.

Trata-se de seguir para o próximo nível; quem fica no mesmo sítio tem tendência para desaparecer”, sublinhou Dieter Kasprzak, CEO (responsável máximo operacional) do Grupo Ecco.

Johannes Quandt, responsável pelas operações de retalho, acentuou a decisão estratégica de “reforçar a importância” da vertente comercual, visando o sul da Europa, com a “ofensiva” a iniciar-se em Portugal. “Produzimos aqui; é natural que comecemos por cá”, enfatizou.

Referiu que as pessoas que vão trabalhar nas lojas que estão para abrir já estiveram na fábrica feirense, para se inteirarem dos processos de fabrico e de todas as características dos vários tipos de sapato aí produzidos.

O director-geral da “Ecco Portugal”, Gustavo Kremer, salientou a decisão de mudar o paradigma do calçado-Ecco, deixando para trás “uma imagem mais conservadora”, que predominava.

As unidades instaladas em S. João de Ver empregam um total de 1.169 pessoas, entre a fábrica e a unidade de “investigação & desenvolvimento” (I&D) que – registe-se – trabalha para todas as unidades da multinacional.

Esta fábrica labora desde 1984, tendo, no entanto, registado, uma paragem entre 2009 e 2011, devido, vincaram os responsáveis empresariais, a problemas de competitividade e ao peso da burocracia presente no sistema estatal e empresarial português.

Em 2010, foi instalado o centro de I&D e um ano depois a laboração foi retomada. Nos últimos três anos, foram investidos 20 milhões de euros nesta operação portuguesa, que, actualmente, em regime de produção 24 horas por dia, a cargo de três turnos, produz 15 mil pares de sapatos por dia, essencialmente de Senhora, de Homem e para a prática de Golfe.

O Grupo Ecco registou em 2014 um volume de negócios global de 1,2 mil milhões de euros. Além da produção de calçado, produz peles, para as suas necessidades e para comercialização. O objectivo para o corrente ano é crescer em cinco pontos percentuais.

Não contando com a expansão comercial prevista, a marca tem 400 lojas próprias a nível mundial; contando com franquias, o número de lojas onde se vende sapatos Ecco ascende a 1.215. Mas os pontos de venda nos quais se encontra o produto supera os três mil.