Filme sobre história verídica da guerra civil de Espanha foi considerado o melhor filme Filme sobre história verídica da guerra civil de Espanha foi considerado o melhor filme D. R.

Arouca, 15 de Setembro de 2015 

Por Redacção

Cinema espanhol leva a “Lousa de Ouro” do “Arouca Film Festival”

O filme espanhol “Los Huesos del Frío”, de Enrique Leal, venceu a “Lousa de Ouro” do “Arouca Film Festival (AFF). Conta a história verídica do resgate dos restos mortais de uma vítima da guerra civil de Espanha por parte da sua irmã.

A edição deste ano do festival internacional de curtas-metragens realizou-se no passado fim-de-semana, de sexta a domingo, tendo contado com 50 filmes – de 20 países – a concurso.

“Mi Primer Beso”, trabalho de Albert Manich Vallespí, ainda de Espanha, foi considerado o segundo melhor filme do certame. Também arrebatou o prémio para a melhor ficção.

O prémio para melhor filme de animação foi para a brasileira Gordeeff, com “Vida”. Presente na sala da “Loja Interativa de Turismo” de Arouca, a realizadora explicou que o trabalho, feito em digital, faz do futebol uma metáfora para a existência.

Fala do que acontece na vida de toda a gente”, salientou, acentuando que o desporto-rei “é o desporto que mais se parece com a vida”. Um jogo no qual nem sempre quem joga melhor ganha, no qual se pode empatar e no qual a imprevisibilidade reina.

Gordeeff vive em Lisboa, tendo o design como formação de base. O cinema é uma paixão que vem exercitando de há 15 anos a esta parte.

O Japão arrebatou o galardão para o melhor filme experimental, com a curta-metragem “Sound of a million insect, light of a thousand stars”, de Tomonari Nishikawa. O prémio do público foi para o filme alemão “Golden”, de Kai Stanicke.

“Luz Clara”, dos portugueses Miguel Lima e Vasco Vieira, venceu a competição para documentários. Um filme que nasceu da “vontade de contar histórias” sentida por estes dois amigos.

Trata-se de um “doc” sobre José Cruz, fotógrafo de recém-nascidos, no qual o artista dos retratos mostra parte da sua técnica e, principalmente, fala sobre os seus sentimentos e sobre a sua própria família.

A história dele dá-nos força!”, confidenciou Vasco, enquanto Miguel manifestou a esperança que o documentário – segundo trabalho em película da dupla – possa também “inspirar o público”.

Na cerimónia de encerramento, João Rita, director do festival e do Cine-Clube de Arouca, a entidade organizadora, manifestou a sua satisfação pela forma como decorreu a 13ª edição do AFF. Salientou a casa-cheia na noite de estreia e a adesão e apoios sentidos no sábado e domingo.

Tudo isto é magia!”, enfatizou, realçando que, nos últimos anos, o certame tem vindo a crescer, não só reforçando a sua vertente de montra dos valores emergentes da Sétima Arte, mas também assumindo em pleno a faceta de evento divulgador do Município de Arouca.

O responsável salientou, ainda, o efeito de semente do trabalho do cine-clube, nomeadamente os workshops que organiza – e vai continuar a organizar – durante o ano.

Há jovens que vêm ter comigo e dizem que também gostariam de fazer um filme”. Os filmes resultantes dos três workshops foram passados na tela do anfiteatro da loja de turismo.