Neste “momento histórico”, o chefe do executivo santamariano reforçou o argumento de que o Centro de Congressos de Santa Maria da Feira “é o melhor” do país e enquadrou-o num necessário esforço para potenciar a indústria e a economia em geral Neste “momento histórico”, o chefe do executivo santamariano reforçou o argumento de que o Centro de Congressos de Santa Maria da Feira “é o melhor” do país e enquadrou-o num necessário esforço para potenciar a indústria e a economia em geral D. R.

Santa Maria da Feira, 12 de Maio de 2015 

Por Alberto Oliveira e Silva

Município de Santa Maria da Feira toma posse do Europarque

Emídio Sousa avisou que os poderes públicos têm de “ganhar juízo”, no que aos investimentos públicos diz respeito, nomeadamente em relação à construção de mais equipamentos.

O País já tem os centros de congressos de que necessita”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, referindo-se, em concreto à região norte.

No entender do autarca, que falava no passado dia 07 de Maio na cerimónia formal que transferiu a gestão do Europarque do Estado para a sua autarquia, construir mais equipamentos daquele tipo “será deitar dinheiro fora”. Pediu que se aproveite plenamente “o que existe”.

Neste “momento histórico”, o chefe do executivo santamariano reforçou o argumento de que o Centro de Congressos de Santa Maria da Feira “é o melhor” do país e enquadrou-o num necessário esforço para potenciar a indústria e a economia em geral.

Vai começar de novo”, enfatizou Emídio Sousa, proclamando que, nesta sua “segunda vida”, o Europarque deverá ser “a grande âncora do desenvolvimento industrial da região Norte”.

O edil garantiu que, desde o final do ano, a câmara municipal trabalha num modelo de aproveitamento desta infra-estrutura. Voltou a solicitar o pleno envolvimento da classe empresarial e de todos os actores sociais e económicos.

Muita gente do Norte já está farta de ter que ir a Lisboa”, disse no final à imprensa, no antever da organização ali de um conjunto de espectáculos que, regra geral, assentam arraiais apenas na capital. “Está aqui; é nosso”, sumariou sobre o novo activo da edilidade.

Isabel Castelo Branco, a secretária de Estado do Tesouro, apontou esta transferência de responsabilidades como “a prova” de que os municípios podem e devem assumir “um papel” importante “na dinamização da economia”. Chamou-lhe “um sinal dos tempos”.

A governante acentuou que o Estado reconhece que “não deve estar” em determinados sectores económicos.

Esta cedência é a garantia de que o Europarque manterá a sua função de pólo dinamizador do desenvolvimento”, considerou, realçando que a estrutura pode ter “uma influência que se estende para lá de Santa Maria da Feira”.

Evocando a crise geradora de desemprego, a secretária de Estado avisou que reganhar a bonança em termos de qualidade de vida “é responsabilidade de todos os actores da vida pública”.

Concordou com o presidente da Câmara quanto à necessidade de uma “gestão rigorosa” da coisa pública, que não deve permitir que se desperdicem recursos.