Secretários de Estado Castro Almeida e Pedro Gonçalves reafirmam apoio estatal ao investimento das empresas, mas com nota de que não poderá haver “ganhos privados e prejuízos públicos” Secretários de Estado Castro Almeida e Pedro Gonçalves reafirmam apoio estatal ao investimento das empresas, mas com nota de que não poderá haver “ganhos privados e prejuízos públicos” D. R.

Santa Maria da Feira, 29 de Maio de 2015 

Por Alberto Oliveira e Silva

“Banco de Fomento” vai começar a fazer-se notar

A partir do segundo semestre deste ano já será possível descortinar os efeitos do chamado “Banco de Fomento” na economia portuguesa, em concreto na facilitação do crédito com destino às empresas, sublinhou Castro Almeida na abertura do sexto “Fórum Empreendedorismo – É Tempo de Agarrar Novas Oportunidades”, que se realizou esta quinta-feira no Europarque de Santa Maria da Feira, sob organização das instituições que corporizam o “sistema nacional de garantia mútua”.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, que tutela os fundos europeus, voltou a avisar que “está na hora” do País “reorientar as suas prioridades”, disponibilizando “fundos para apoiar o investimento privado”.

Fez notar que nos primeiros 10 anos dos quadros comunitários de apoio o poder de compra dos portugueses aproximou-se da média europeia em 12 por cento, enquanto nos últimos 18 anos divergiu um por cento.

Temos de continuar a crescer pelas exportações”, acentuou Pedro Gonçalves, o secretário de Estado da Inovação, Investimento e competitividade. Apontou como meta para daqui por cinco anos que as vendas nos mercados externos represente metade do Produto Interno Bruto (PIB) português.

Este governante também pôs o acento tónico na necessidade de potenciar o aumento do investimento ao dispor do sector privado.

O Estado deve dotar a economia de mecanismos que reduzam o risco para as empresas”, afirmou, adiantando que será criada uma “Holding Financeira” que enquadrará o Banco de Fomento e os outros instrumentos financeiros de apoio ao universo empresarial, como as várias linhas de financiamento.

A holding ficará com a “gestão integral” dos sistemas financeiros dirigidos às empresas nacionais, sempre com olhos no pleno aproveitamento do “Portugal 2020”, o novo quadro comunitário de apoio.

Pedro Gonçalves deixou, porém, o aviso de que este quadro pró-empresarial se vai desenvolver na base de “um grande rigor”. Vincou que não mais se repetirão situações de “ganhos privados e prejuiízos públicos”, salientando que o objectivo é diminuir os riscos das empresas, em termos de investimento, mas sem que tal resulte em custos para os contribuintes.

Tendo decorrido até ao final da tarde, o fórum debateu as novas oportunidades e as fórmulas para o crescimento da economia, nos vários sectores de actividade.