Ministro do Ambiente visitou “parque das sucatas” de Pigeiros e reforçou apelo a um novo paradigma de desenvolvimento Ministro do Ambiente visitou “parque das sucatas” de Pigeiros e reforçou apelo a um novo paradigma de desenvolvimento D. R.

Santa Maria da Feira, 22 de Abril de 2015 

Por Alberto Oliveira e Silva

“PERM” sintonizado com a “economia verde”

O PERM (Parque Empresarial de Recuperação de Materiais) de Pigeiros, no município de Santa Maria da Feira, enquadra-se nas linhas-mestras do “compromisso para o crescimento verde” que hoje o Governo rubrica com vários sectores de actividade e com um conjunto de entidades.

Jorge Moreira da Silva, o ministro do Ambiente, visitou esta terça-feira o equipamento que vem servir o concelho santamariano, mas também os municípios de S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Arouca e Vale de Cambra.

Representando um investimento de 16 milhões de euros, metade dos quais com recurso a fundos europeus, o comummente chamado “parque das sucatas” vai disponibilizar 116 lotes, para empresas de recuperação de materiais, mas não só. Estará pronto em Junho, sendo de notar que já entrou o primeiro pedido de licenciamento de uma unidade empresarial.

O ministro do Ambiente disse que, após esta edificação, o município e a sub-região do EDV (Entre Douro e Vouga) poderão “trilhar um caminho de liderança”, em termos de economia-verde.

Jorge Moreira da Silva alinhou alguns dos objectivos e algumas das potencialidades do PERM com as metas do “compromisso para o crescimento verde”. Destacou dos objectivos para 2030 o aproveitamento para a actividade económica de 86 por cento dos resíduos, quando hoje apenas se aproveita 56 por cento, e a “melhoria da produtividade dos recursos” em 30 por cento.

Em termos de estratégia nacional, defendeu a passagem de uma “economia linear”, na qual os recursos, como a água e a energia, são explorados em crescendo, para a “economia circular”, definida como uma economia na qual “se tem de fazer mais com menos”.

Eficiência na utilização de recursos é o caminho e desafio, sublinhou o governante, acrescentando que “resíduos são recursos fora do sítio”, que devem passar para o topo do paradigma produtivo.
Emídio Sousa aproveitou a oportunidade para vincar que, com o PERM operacional, não haverá desculpas para manter sucatas em áreas onde não pertencem.

Está na hora de fazer uma verdadeira fiscalização às empresas de sucatas”, vincou o presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, dirigindo-se ao Ministério do Ambiente e aos técnicos da “Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte” que assumem esta área.

Lembrou que a autarquia poupou algumas dessas unidades não-licenciadas porque não tinham onde se instalar devidamente. “Agora, não podem dizer que não têm alternativa”, avisou.

O edil feirense ainda sublinhou que, por se enquadrar na filosofia da economia verde, o novo parque das sucatas merecerá “um estatuto especial” que, nomeadamente, lhe permita aprovar candidaturas em sede do novo quadro comunitário de apoio.