Ministra Assunção Cristas meteu mãos à obra Ministra Assunção Cristas meteu mãos à obra D. R.

Sociedade, 23 de Março de 2015 

Por Redacção

Ministra participa em reflorestação na serra de Vale de Cambra

A ministra da Agricultura e do Mar disse, sábado, em Vale de Cambra, que os pequenos proprietários florestais devem-se unir em torno da estratégia governativa de defesa da floresta e da promoção das suas mais-valias ambientais e económicas.

É preciso que os pequenos proprietários se juntem”, vincou Assunção Cristas, que participou na plantação de seis mil árvores – folhosas autóctones – nos baldios do lugar de Paraduça, na Freguesia de Arões.

A governante relevou a existência de um pacote financeiro europeu no valor de 550 milhões de euros, inscrito no “Programa de Desenvolvimento Rural do Continente”, instrumento do “Portugal 2020”, destinado “a apoiar todas as áreas florestais” a criar ou aquelas que necessitam de uma intervenção. Vincou a importância de se promover a plantação de espécies autóctones.

Além da economia das florestas – “emprego a muita gente”, em áreas como o fornecimento de matérias-primas, como a madeira, e o turismo de natureza -, relevou-lhes a contribuição ambiental: “captam o carbono e filtram a água”.

A acção em Paraduça integrou-se na comemoração no Dia Internacional da Árvore, tendo contado com o esforço de 1.100 voluntários, mobilizados pelas associações locais e integrantes de uma prova de BTT realizada na área.

Visa a reflorestação de uma área de 2,5 hectares, ardida em incêndios ocorridos em 2006 e 2010. Foram plantados sobreiros, medronheiros, carvalhos e bétulas.

Assunção Cristas ainda abordou a questão da limpeza das matas, como prevenção de incêndios. “Há várias entidades e fundos [europeus] para apoiar”, disse, precisando que existirão “apoios 100 por cento a fundo perdido” e realçando que também nesta vertente o voluntariado é e continuará a ser muito importante.

Em contacto com escuteiros de Vale de Cambra, a ministra acentuou a importância de envolver os mais novos nesta batalha, tanto nas acções práticas no terreno, como na sensibilização.

Os comportamentos humanos negligentes provocam incêndios”, recordou, com nota de que “as novas gerações podem aprender” a evitá-los e a sensibilizar as respectivas comunidades.

A  ministra da Agricultura e do Mar ainda presidiu à assinatura do protocolo “Floresta Comum”, que reúne competências e vontades de várias entidades, nomeadamente do Instituto de Conservação da Natureza, da “Quercus”, da Associação Nacional de Municípios e da Universidade de  Trás-os-Montes e Alto Douro.

É um projecto que visa “criar as condições necessárias para promover a utilização da nossa floresta autóctone como barreira contra as alterações climáticas, suporte de biodiversidade e fornecedora de serviços ambientais”.

Tem por missão “promover a produção, angariação e distribuição de árvores autóctones a projectos que demonstrem motivação, comprovem competências e possuam os meios necessários para proceder ao plantio e cuidado das florestas que tencionam plantar”.

Através da disponibilização de árvores por parte dos Viveiros Florestais do Estado, ou de outras ofertas que venham a integrar esta iniciativa, será constituída anualmente uma “Bolsa de Árvores Autóctones”, provenientes exclusivamente de sementes portuguesas.