Espaços no coração do mundo rural vão coordenar o desenvolvimento do turismo e câmara quer ver criada organização de produtores locais Espaços no coração do mundo rural vão coordenar o desenvolvimento do turismo e câmara quer ver criada organização de produtores locais D. R.

Sociedade, 23 de Março de 2015 

Por Redacção

Vale de Cambra investe no agro-turismo

O presidente da Câmara Municipal de Vale de Cambra, José Pinheiro, defendeu a criação de “uma organização de produtores” e de uma “marca” para os produtos locais, que venham potenciar as riquezas gastronómicas da economia concelhia, casos da vitela de raça arouquesa, do mel, da broa de Paraduça, do queijo artesanal e do vinho verde.

Temos uma nova geração de agricultores”, sublinhou o autarca no sábado dedicado à floresta e ao mundo rural, que motivou a vinda de Assunção Cristas, a ministra da Agricultura e do Mar, à chamada “Suíça portuguesa”.

José Pinheiro também reafirmou a aposta do seu executivo na potenciação do turismo, em especial do turismo na natureza.

O dia ficou, ainda, marcado pela inauguração do edifício de apoio à Aldeia de Trebilhadouro, na Freguesia de Rôge, e pela assinatura de um protocolo com o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas que acrescentou ao rol das infra-estruturas municipais a “Casa da Cota”, localizada no lugar da Felgueira, em Arões.

Será o centro nevrálgico para a dinamização dos espaços rurais das freguesias de montanha”, acentuou o autarca sobre aquele imóvel, que irá funcionar como “centro de acolhimento e núcleo patrimonial”.

A “Casa da Cota” será constituída pelas seguintes áreas funcionais: espaço de recepção e de acolhimento; espaço “Eventos e Momentos”, dotado de um espaço multiusos; “Sala de Aprendizagem”; oficina “Artes à Moda da Serra” e espaço expositivo.

Terá por funções a criação de um centro interpretativo do território, da paisagem e dos seus múltiplos patrimónios, a concepção de rotas e percursos orientadores da prática do “touring” cultural e a recuperação da vitela da “raça arouquesa”.

O presidente da câmara afirmou também a importância do edifício de apoio a Trebilhadouro, aprontado pelo autarquia em parceria com investidores privados. “Será fundamental para promover o turismo em espaço rural”, referiu, vincando que o investimento no agro-turismo é fulcral “para a criação de riqueza e para a fixação de populações”.

Desabitada até há pouco tempo, a aldeia conta com recantos feitos de casas, eiras, palheiros, espigueiros e socalcos. Em Julho de 2011, foi classificada como “Aldeia de Portugal”, no seguimento de uma candidatura da Associação de Desenvolvimento Rural Integrado das Serras de Montemuro, Arada e Gralheira (ADRIMAG) à “Comissão de Avaliação das Aldeias de Portugal”.

É vista pelo município como “um dos tesouros turísticos de Vale de Cambra”, com potencial para a realização de iniciativas que valorizem o espaço, atraiam turistas e dinamizem a cultura e a população locais.

Há, aqui, um produto turístico com extraordinário potencial”, concordou Assunção Cristas. A ministra considerou que cada vez mais “os turistas querem encontrar espaços irrepetíveis”.

Avisando não ser possível tirar a maior parte das pessoas dos grandes centros populacionais, considerou, contudo, que será possível, “ao longo do ano, levar muito gente a viver parte do seu tempo em espaço rural”. Desde de que se aposte na “autenticidade”.