Primeiro-ministro presidiu à inauguração do novo quartel dos Bombeiros de Vale de Cambra e sublinhou que últimos três anos e meio “o Governo também apagou muitos fogos” Primeiro-ministro presidiu à inauguração do novo quartel dos Bombeiros de Vale de Cambra e sublinhou que últimos três anos e meio “o Governo também apagou muitos fogos” D. R.

Sociedade, 11 de Fevereiro de 2015 

Por Alberto Oliveira e Silva

“Sem dinheiro não se faz nada!”

Passos Coelho sublinhou no passado domingo, em Vale de Cambra, que “um Estado falido” não pode proporcionar aos cidadãos boas condições de vida, nomeadamente em termos de educação, saúde e apoio social.

Para isso temos de ter as contas em dia”, vincou o primeiro-ministro, lembrando que “sem dinheiro não se faz nada”.

O chefe do Governo presidiu à inauguração do novo quartel operacional dos Bombeiros Voluntários (BV) de Vale de Cambra, situado junto à cidade capital do município, na zona industrial de Lordelo.

Passos Coelho acentuou a obra-feira do seu executivo, apontando, nomeadamente, a “importante transferência de recursos para a área social”.

Com olhos nas legislativas do final do ano, acentuou a importância de se analisar “os novos equilíbrios que vamos procurar para o futuro” do País. Avisou que esse debate deverá ser para “esclarecer” os portugueses e não para os “confundir”.

Este primeiro-ministro assegurou que nunca enveredará pelo caminho da promessa fácil e inconsequente: “os governos que decidem para agradar a toda a gente podem entregar a toda a gente um grande sarilho!”.

Sobre o debate europeu do momento, enfatizou que não se deverá “confundir a Europa com a questão grega”.

Realçando que há espaço na União Europeia para a solidariedade com a Grécia, disse, porém, que “repensar” todo o projecto europeu sob a perspectiva dos problemas de Atenas seria “um abuso”. Constatou que existem desafios mais vastos e que, face aos mesmos, os países cumpridores das regras comuns acordadas – como considera ser o nosso – “têm uma voz autorizada para falar”.

Defendeu a criação de “capacidade orçamental” que apoie os países com necessidade e vontade de empreender “reformas estruturais”. Não só os que estão mais na berra, mas também estados como a França e a Itália.
Historiou o trajecto do Portugal saído de Abril rumo à Europa comunitária, para concluir que, em termos de desenvolvimento, “não dá para comparar o Portugal de hoje com o País de há 30 anos”.