Passos Coelho diz que o País tem de apostar forte na formação de novos profissionais e que o sector privado deve ter papel nisso Passos Coelho diz que o País tem de apostar forte na formação de novos profissionais e que o sector privado deve ter papel nisso D. R.

Santa Maria da Feira, 5 de Fevereiro de 2015 

Por Alberto Oliveira e Silva

Primeiro-ministro inaugurou clínica privada no Europarque

Não é por falta de dinheiro” que faltam médicos nos hospitais e, em geral, no sistema nacional de Saúde (SNS), sublinhou o primeiro-ministro, que presidiu, esta quarta-feira, em Santa Maria da Feira, à inauguração da “Lenitudes – Centro Médico e de Investigação”, uma clínica privada.

Vincou que a ideia de que a crise provocou um desinvestimento na saúde “não tem nenhuma evidência” que a suporte.

Passos Coelho disse que nenhum Governo, depois do 25 de Abril, “transferiu” para o sector “o financiamento” que foi disponibilizado pelo seu executivo.

Quanto à falta de recursos humanos nos hospitais, em concreto a falta de médicos, apontou deficiências ao nível da “formação” como o principal e estratégico problema. Constatou que o sistema de ensino não consegue lançar profissionais no mercado que venham ocupar os lugares dos que vão abandonando a prática.

Acentuou que, “também” nesta vertente, o sector privado poderá ser parte da solução. “O Estado não tem de deter o monopólio nesta matéria”, considerou.

Sobre a clínica privada instalada no complexo do Europarque, gabou a ousadia dos empreendedores. “Não é frequente aparecer investimento privado nesta área”, salientou, referindo-se ao combate ao cancro.

O primeiro-ministro realçou que o nosso País está “acumular centros de referência públicos e privados”, no domínio da saúde, opinando que devem “trabalhar em conjunto”, visando a promoção do conhecimento e a colocação deste sector nas órbitas internacionais, em termos de atrair doentes estrangeiros e de levar ao exterior “as competências” portuguesas.

A “Lenitudes – Centro Médico e de Investigação” assume-se como uma clínica privada multidisciplinar, primordialmente dirigida para o combate às doenças oncológicas.

Esta clínica foi feita com o coração”, sublinhou Hélder Silva, presidente executivo do Centro Médico e de Investigação. Ainda vincou que criará uma centena de postos de trabalho, directos e indirectos, a partir do momento em que comece a funcionar.