“É um equipamento de enorme significado para os feirenses”, lembra Emídio Sousa, presidente da Câmara Municipal “É um equipamento de enorme significado para os feirenses”, lembra Emídio Sousa, presidente da Câmara Municipal D. R.

Cultura, 13 de Janeiro de 2015 

Por Alberto Oliveira e Silva

Inauguração do renovado Cineteatro António Lamoso

Quanto vale a felicidade?! Quanto valem a paz e a criatividade?!”; questionou, retoricamente, Castro Almeida na reabertura do Cineteatro António Lamoso, a Sala de Santa Maria da Feira que passou por obras de remodelação no valor de um milhão e cem mil euros.

O Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, homem-forte dos dinheiros europeus do novo quadro comunitário de apoio (QCA), louvou a contenção nos gastos com esta requalificação e reafirmou que, a partir de agora, o País terá de centrar esforços na competitividade da economia.

Há uma parte importante dos fundos para sectores que não jogam no campeonato da competitividade”, salientou o ex-edil de S. João da Madeira, enfatizando que “a construção humana não vive só de bens materiais”.

Castro Almeida relevou os predicados culturais de Santa Maria da Feira e considerou que a cultura também faz parte da “aposta na qualificação das pessoas”, vector especialmente caro ao QCA designado “Portugal 2020”.

Vincou que, apesar da partida da Troika, e dos sinais de relançamento económico que o Governo descortina, “não podemos abandonar o discurso da sobriedade do Estado”. O dinheiro – disse – deve ser usado “com conta, peso e medida”. Com nota de que não é por “vir da Europa” que pode ser “desbaratado”.

O secretário de Estado projectou o futuro, referindo que, provavelmente, os fundos europeus continuarão a chegar a Portugal, mesmo após 2020, mas também avisou que o montante do “pacote” será “cada vez menor”.

Emídio Sousa tinha antes definido a remodelação do António Lamoso como “uma obra à maneira da Feira”, que apostou no “necessário” e no “bem-feito”, sem “gastos exorbitantes”.

Dar vida a esta espaço” foi o desafio que o presidente da câmara pôs aos munícipes, aos quais pediu ajuda: “cabe aos feirenses dizer que o investimento valeu a pena”, afirmou, referindo-se à desejada afluência ao programa de espectáculos definido. Acentuou que “um povo sem cultura, sem referências, não tem futuro”.

Um espectáculo de Maria João & Mário Laginha, com acompanhamento pela Orquestra Sinfónica de Jovens de Santa Maria da Feira marcou, no final da tarde do passado domingo, a inauguração do “novo” cineteatro.

A programação desenvolver-se-á em três espaços: no auditório – música, dança e teatro; no café-concerto, com dia grande “à quarta-feira” – tertúlias, concertos, teatro, danças, performances, etc; e na sala de dança – criação e actividades pedagógicas e lúdicas.

Dos nomes graúdos previstos para o primeiro trimestre, destaque-se, ainda, o fadista Pedro Moutinho, no dia 17; Bruno Nogueira e Manuela Azevedo, com “Deixem o Pimba em Paz”, a 23; e Jorge Palma a 21 de Março.

No dia 28 deste mês, o Café-Concerto instalado no Lamoso será palco para uma palestra, que vai apresentar os “Enigmas Ocultos do Castelo da Feira – a decifração deísta das duas aras votivas romanas por Noé Oliveira Bernardes”.

No mesmo espaço, e no dia final do mês, realizar-se-á uma oficina de danças tradicionais do mundo, com início às 17.00 horas. A partir das 22.00, haverá um baile, com música ao vivo.