Em finais de Janeiro, estarão plenamente operacionais as “velhas” a as novas valências, que visam intervir mais e melhor Em finais de Janeiro, estarão plenamente operacionais as “velhas” a as novas valências, que visam intervir mais e melhor Alberto Oliveira e Silva

S. João da Madeira, 10 de Dezembro de 2014 

Por Alberto Oliveira e Silva

Cruz Vermelha inaugurou a sua “casa-nova” em S. João da Madeira

Agora é que o trabalho vai começar”, sublinhou Célia Monteiro, na abertura oficial da nova sede da delegação de S. João da Madeira da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP).

A delegada-especial da instituição humanitária na “cidade do trabalho” salientou que as novas instalações, situadas na envolvente da Torre da Oliva, permitirão uma reorganização e reestruturação dos serviços.

Célia Monteiro disse que, em finais de Janeiro, “todas as valências, incluindo um departamento médico, estarão a funcionar” a todo o vapor.

Quando tomou posse, em Setembro, a responsável encontrou uma estrutura que apoia seis dezenas de famílias carenciadas, estando, então, dotada de um serviço de apoio social, que tinha – e tem – na loja social e na loja de alimentos instrumentos essenciais.

O objectivo é, entretanto, operacionalizar novas valências: o departamento médico referenciado, um gabinete de psicologia e uma estrutura de apoio psicopedagógico, que, nomeadamente, faça um trabalho de formação junto dos agregados familiares apoiados, em termos de lhes criar competências pessoais e sociais que lhes permitam melhorar o nível de vida.

Com 19 voluntários para começar, a delegada em S. João da Madeira tem multiplicado os apelos ao envolvimento comunitário. Diga-se que o voluntariado já assumiu boa parte do restauro do edifício que se transformou em sede e as novas estruturas também se ancorarão nessa expressão de cidadania activa.

Este momento marca uma viragem na vida da instituição”, acentuou Célia Monteiro. Deu conta da sua “grande esperança” no futuro da CVP sanjoanense. Deixou agradecimentos aos empresários e às boas vontades individuais que tornaram possível a edificação da casa-nova.

Vincou que esta entidade “é um instrumento para potenciar a solidariedade na cidade”, com um pedido: “que haja entre-ajuda e que quem tenha dê e ajude quem precisa!”.

Luís Barbosa, presidente nacional da CVP, saudou “o optimismo e o entusiasmo” da nova liderança da delegação. “S. João da Madeira passou a estar no mapa da Cruz Vermelha em Lisboa”, testemunhou.

Sobre os caminhos de futuro, deixou a pista de que “é preciso olhar para os idosos” e, especialmente, para o facto de que as suas necessidades podem ter a ver com a individualidade – “os idosos não são todos iguais”, avisou.

O líder referiu que em 2015 a instituição completará 150 anos e que será tempo de definir “dez grandes causas” a trabalhar.

Dilma Nantes, em nome do executivo municipal, garantiu que a Cruz Vermelha Portuguesa de S. João da Madeira poderá contar com “o apoio incondicional” da autarquia.