Nove painéis apresentam as espécies animais e vegetais da Serra da Freita. Representa “mais um passo” na infra-estruturação do ex-libris arouquense Nove painéis apresentam as espécies animais e vegetais da Serra da Freita. Representa “mais um passo” na infra-estruturação do ex-libris arouquense D. R.

Arouca, 20 de Novembro de 2014 

Por Alberto Oliveira e Silva

“Estação do Merujal” valoriza a “Biodiversidade” do Arouca Geopark

A Associação Geoparque Arouca (AGA) e o Município de Arouca inauguraram, esta quarta-feira, a “Estação da Biodiversidade do Merujal”, que, passou a integrar a Rede Natura 2000 “Serras da Freita e Arada”.

Num trajecto de 1,7 quilómetros, entre a zona de lazer fronteira ao parque de campismo do Merujal e o geossítio da Frecha da Mizarela, conta com nove painéis informativos, sobre as espécies – plantas e animais – locais, que funcionam como um guia de campo, com imagens e descrições.

É mais um passo para reforçar a visibilidade do território”, vincou Artur Neves, referindo-se ao Arouca Geopark.

O presidente da câmara realçou a importância da estação no processo de infra-estruturação contínua por que tem passado o território geológico.

Sublinhou que esta “ferramenta” fica ao dispor das escolas – a visita inaugural incluiu alunos das secundárias de Arouca e de Escariz, que serve o ocidente concelhio – e dos académicos das áreas da biologia e geologia.

Referiu que a estação do Merujal é a 22ª a nível nacional, num projecto que prevê 42 estações de biodiversidade. Segundo o edil arouquense, a sua operacionalização representou um investimento na ordem dos seis mil euros.

Artur Neves anunciou para breve a inauguração da “Torre do Radar Meteorológico”, que ficará instalada na Aldeia da Castanheira, junto à Casa das Pedras Parideiras. A cerimónia contará com a presença de Assunção Cristas, a ministra da Agricultura.

Ainda assinalou que, no Verão do próximo ano, serão inaugurados os passadiços nas margens do Rio Paiva, considerados peça-fundamental na estratégia de venda do produto turístico “Geoparque”.

Teresa Garcia Pereira, do Museu Nacional de História Natural e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, explicou aos alunos que as estações da biodiversidade visam “valorizar, inventariar e monitorizar” as espécies das áreas em causa.