Gala do sector consagrou o paradigma que manteve esta indústria no topo dos principais mercados Gala do sector consagrou o paradigma que manteve esta indústria no topo dos principais mercados D. R.

Economia, 10 de Outubro de 2014 

Por Redacção

Inovação e qualidade são as armas da cortiça nos mercados mundiais

O sector da cortiça continuará a apostar fortemente na inovação e na qualidade, suportadas por uma formação consequente, visando manter-se como competidor de alto nível nos mercados internacionais, sublinhou o presidente da APCOR (Associação Portuguesa da Cortiça) na recentemente realizada quinta edição da “Gala Anual da Cortiça”, que decorreu no Palácio da Bolsa, no Porto.

A recuperação que o sector operou na última década é um bom exemplo do trabalho conseguido a este nível, mas as exigências mantêm-se e sabemos que é necessário continuar a investir nesta linha estratégica”, vincou João Rui Ferreira.

Sob liderança da APCOR, a cortiça portuguesa tem em curso a segunda edição da “Intercork”, a campanha de promoção internacional, que, até ao segundo trimestre do próximo ano, fará um forcing para conquistar quotas adicionais nos grandes mercados internacionais.

Esta edição conta com um orçamento de 7,3 milhões de euros, sendo financiada, a 80 por cento, por fundos europeus reunidos no âmbito do “Compete”, o programa operacional temático para os ”Factores de Competitividade”. A associação sectorial reuniu os restantes 20 por cento.

A rolha de cortiça mantém-se como estrela-maior a destacar, mas a campanha também releva o valor de uma gama de novas aplicações, que vão do calçado a peças para a NASA.

O mercado americano – o maior a nível mundial para o vinho – é alvo de duas campanhas promocionais específicas, mas alguns mercados emergentes, como o Brasil, também recebem uma atenção especial.

Foi definido um investimento de dois milhões de euros no mercado americano, de um milhão de euros em França e de 750 mil euros em Itália – os principais mercados europeus mantêm-se como prioritários – e de 600 mil euros no mercado chinês.

A expectativa da APCOR é que, na sequência de mais este esforço, seja possível incrementar as exportações para esses países.

O sector corticeiro português mantém-se como “líder mundial”, quer na produção de cortiça, quer na transformação da matéria-prima. A indústria soube recuperar da crise de 2008, tendo, em 2013, exportado cortiça e produtos no valor de 835 milhões de euros.

Recorde-se que a primeira edição do Intercork contou com 21 milhões de euros para lutar pela competitividade da rolha de cortiça – ameaçada pelos vedantes em plástico e em metal – e para promover as novas aplicações.