O secretário de Estado do Desenvolvimento Regional presidiu à abertura da 70ª edição da Feira das Colheitas O secretário de Estado do Desenvolvimento Regional presidiu à abertura da 70ª edição da Feira das Colheitas D. R.

Arouca, 26 de Setembro de 2014 

Por Alberto Oliveira e Silva

Variante “no bom caminho”, segundo Castro Almeida

Em finais de Outubro, o Município de Arouca poderá ficar a saber se irá contar com fundos europeus para a construção do troço da variante Arouca-Feira que ligará a zona de Escariz, no ocidente do concelho, à A32 em Milheirós de Poiares.

Tenho confiança de que tudo isto poderá ficar esclarecido a curto-prazo”, anunciou esta quinta-feira Castro Almeida, na abertura da 70ª edição da Feira das Colheitas. Manifestou, até, algum optimismo: “acho que estamos no bom caminho para encontrar as boas soluções”.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Regional explicou que o governo está em pleno processo de negociar com a União Europeia os planos operacionais regionais que vão absorver as verbas previstas para o “Portugal 2020”, o próximo quadro comunitário de apoio.

Castro Almeida recordou que as instâncias europeias não estão disponíveis para financiar a construção de mais estradas no nosso país. Precisou que só haverá dinheiro para “pequenos troços”, que venham “desencravar zonas industriais”.

Este é o conceito “last-mile” que Artur Neves, o presidente da Câmara de Arouca, tem esgrimido, acentuando que a zona ocidental do município está dotada de várias zonas industriais, cujo desenvolvimento será exponenciado por uma ligação às grandes vias do litoral.

Acentue-se que, com a construção do troço de ligação à A32, ainda ficará a faltar o troço intermédio, entre Escariz e a ponte do Arda em Tropeço, onde “ficou” a variante.

O secretário de Estado acentuou a convergência de posições entre a autarquia, as câmaras da região e o governo. “Há uma boa sintonia, mas há que encontrar as soluções técnicas que minimizem os custos”, vincou.

Tendo sido aplaudido quando deu conta da sua confiança numa solução a breve prazo, Castro Almeida fez questão de precisar que essa confiança tem a ver com “o esclarecimento da questão”.

Não fiz uma promessa”, disse, assinalando que outros políticos antes dele o fizeram. “Não quero ficar na lista das promessas não-cumpridas; quero ficar na lista dos que ajudaram”, enfatizou.