Passos Coelho visitou investimentos em empresas de Arouca, sublinhando que o dinheiro comunitário tem de puxar pela economia Passos Coelho visitou investimentos em empresas de Arouca, sublinhando que o dinheiro comunitário tem de puxar pela economia D. R.

Arouca, 7 de Julho de 2014 

Por Alberto Oliveira e Silva

Portugal “aprendeu a lição” e vai saber gastar os novos fundos europeus – Passos Coelho

O governo aprendeu “as lições do passado” e, por isso, os fundos europeus do próximo quadro comunitário de apoio serão utilizados com mais racionalidade, visando alcançar resultados concretos, sublinhou Passos Coelho em visita a Arouca, no passado dia 05.

Informando que o “acordo de parceria” com Bruxelas poderá ficar concluído “até final do mês”, o primeiro-ministro acentuou que as regras do “Portugal 2020” vão “premiar” os projectos que contribuam para aumentar a competitividade da economia.

Deu o exemplo da área da formação, cujas futuras candidaturas só serão contempladas com verbas comunitárias caso garantam “um nível mensurável de empregabilidade assegurada”.

Reafirmando que a “parte de leão” do novo quadro irá para potenciar a competitividade das empresas, louvou a resiliência do tecido empresarial português que tem dado mostras de resistência face à crise.

Os que não desistem são a grande força do nosso país”, enfatizou o chefe do governo. Que ainda avisou contra a miragem de um estado central omnipotente, que tudo pode resolver. “Não há solução mágica”, afirmou.

Tendo ensaiado um balanço da tripla visita à região – Castelo de Paiva, Cinfães e Arouca -, Passos Coelho abordou, ainda, os desafios sociais que se colocam à sociedade portuguesa.

Vincou que os decisores políticos têm de saber bem descortinar as prioridades. Antevendo necessidades sociais de relativo curto prazo – relacionadas com as edificações de novos equipamentos e com o aumento da procura – na ordem dos 100 milhões de euros, alertou para a necessidade de reafectar despesa pública, poupando nuns sectores para que outros sejam dotados dos meios financeiros de que precisam. “É preciso saber gastar melhor”, disse.

Em resposta a Artur Neves, presidente da Câmara de Arouca, que voltou a pedir uma atenção especial do executivo para a construção do que falta da variante Arouca-Feira, relembrou que a União Europeia não vê com bons olhos mais investimento em betão no nosso país.

Disse que está a tentar desbloquear este dossier, mas sublinhou que não pode prometer um final feliz.

Passos Coelho participou na inauguração dos novos pavilhões de quatro empresas arouquenses dos sectores do calçado, carpintaria e marcenaria.

São bons exemplos de como aplicar fundos na criação de emprego sustentável”, comentou durante a visita a uma das firmas.

Estes investimentos foram apoiados por verbas do “Proder” (Programa de Desenvolvimento Regional), com candidaturas tramitadas no âmbito da ADRIMAG (Associação de Desenvolvimento Rural Integrado das Serras do Montemuro, Arada e Gralheira).

Passos ainda levou convite de Artur Neves para voltar a Arouca a 25 de Setembro, quando a “Feira das Colheitas” comemorará 70 anos.