Cavaco Silva realizou “roteiro para uma economia dinâmica”, pedindo uma aposta na produção de qualidade e em novos factores de competitividade Cavaco Silva realizou “roteiro para uma economia dinâmica”, pedindo uma aposta na produção de qualidade e em novos factores de competitividade D. R.

Economia, 23 de Abril de 2014 

Por Alberto Oliveira e Silva

Presidente da República de visita a Oliveira de Azeméis

Portugal precisa de “um sistema fiscal estável”, que ajude à criação de uma economia “competitiva e dinâmica”, vincou o Presidente da República, esta terça-feira em Oliveira de Azeméis, num encontro com empresários do concelho e após uma visita à empresa “Polisport” de Carregosa.

Cavaco Silva sublinhou que alterações anuais do quadro fiscal desencorajam o investimento no País, nomeadamente o investimento estrangeiro. “Alterações fiscais só de vez em quando”, avisou o chefe de estado.

Também pediu o reforço das “competências” das empresas – em especial das PME (pequenas e médias empresas) – em termos de processos de internacionalização e da abordagem a novos mercados, assim como preconizou uma maior “cooperação” entre empresas, visando a baixa dos “custos de produção”, como os decorrentes da energia, e concertação no ataque aos mercados.

O presidente ainda acentuou que os cerca de 25 mil milhões do novo quadro comunitário de apoio deverão ser usados, em boa parte, para incrementar a competitividade do universo empresarial nacional.

É tempo de preparar, com alicerces fortes, uma economia dinâmica”, enfatizou Cavaco Silva.

Considerou que as empresas são “o pilar da recuperação ”, opinando que a luta política não passa de “fait-diver”. “Temos de nos concentrar no que é fundamental”, afirmou.  

Tinha, antes, assinalado uma série de indicadores que atestam “a consolidação” da recuperação económica.

Referenciou, nomeadamente, o aumento da produção, as previsões de crescimento – um e meio por cento e dois por cento – previstas para este ano e o próximo, o contributo das exportações e o superavite registado com o exterior em 2013 – prova de “capacidade de financiamento em relação ao exterior” e algo que não se verificava há longos anos.

Há um sentimento positivo em relação à evolução da economia portuguesa”, concluiu.

No âmbito do “roteiro para uma economia dinâmica”, visitou quatro empresas “de dimensão intermédia”, de Aveiro, Oliveira de Azeméis, Felgueiras e Guimarães, relevando-lhes a capacidade exportadora.  

Deixou, ainda, forte elogio ao empresariado luso: “nos últimos anos, os empresários foram verdadeiros heróis”.

Hermínio Loureiro salientou que a “magistratura de influência” do Presidente da República é “fundamental para o equilíbrio da nossa sociedade”.

O presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis considerou que “o saber e a experiência” de Cavaco Silva continuam a ser “fundamentais” para levar o País a um novo rumo.

Tendo apresentado o seu município – que “quer ser dos concelhos mais exportadores” -, evidenciou o exemplo oliveirense de “não baixar os braços”, antes de “arregaçar as mangas” no combate com a crise.