Rotary Club das Terras de La Salette investiu e liderou campanha para edificar um lar para Mónica Pereira e seus pais Rotary Club das Terras de La Salette investiu e liderou campanha para edificar um lar para Mónica Pereira e seus pais D. R.

Oliveira de Azeméis, 14 de Março de 2014 

Por Alberto Oliveira e Silva

Rotários oliveirenses oferecem casa a família carenciada

O Rotary Club (RC) de Oliveira de Azeméis construiu uma casa para a família de Mónica Pereira, uma das beneficiárias do seu programa de bolsas para estudantes do ensino superior.

Hoje, a jovem e os pais começarão a instalar-se no novo lar, situado na rua Quinta do Cabeço, no lugar da Raposeira, freguesia de Palmaz.

Precise-se que os rotários oliveirenses investiram financeiramente e lideraram a campanha solidária em favor do projecto designado “A Casa da Mónica”.

Pronta, a habitação representa um investimento de 80 mil euros, entre o que foi directamente gasto com as obras de edificação e os materiais e equipamentos instalados.

Acentue-se que a nova casa vem dar condições de vida dignas ao agregado familiar, em especial a Mónica, um estudante de psicologia de 22 anos, portadora de deficiência, em concreto de uma incapacidade motora de 70 por cento.

Viviam na Margonça, em Cucujães, em condições muito precárias”, sublinhou Manuel Bastos Pinto, um dos directores do RC de Oliveira de Azeméis.

Acrescentou que a família Pereira habitava “uma casa alugada, muito pequenina e praticamente em ruínas”, a qual não tinha casa de banho interior, nem água canalizada.

Referiu que a primeira opção foi realizar obras nessa casa, mas vincou que o senhorio não permitiu.

Após consulta à acção social da Câmara Municipal, os dirigentes rotários das Terras de La Salette aperceberam-se que o programa de apoio à realização de obras em habitações não seria suficiente para resolver aquele problema.

Como o pai de Mónica Pereira tinha uma velha casa de família – também quase a cair – e um terreno em Palmaz, uma ambição mais vasta começou a tomar forma. Até porque a autarquia ofereceu algum apoio, nomeadamente no âmbito da elaboração de um projecto de edificação.

Já que vamos fazer; vamos fazer uma casa com toda a qualidade” foi, segundo Bastos Pinto, a ideia e a proclamação dos decisores do RC – estávamos no início de 2012.

Note-se que da velha casa de família apenas uma ou outra parede ficou, pelo que o projecto teve de incluir as exigências da actualidade, como aquecimento solar e certificações a nível energético e a nível de ruído.

Momento determinante na batalha pel’A Casa da Mónica foi vivido a 27 de Maio de 2012, quando se defrontaram no Carlos Osório – o Estádio de Oliveira de Azeméis – as equipas de futebol dos “Amigos de Hermínio Loureiro” e dos “Amigos de Pedro Miguel”, o então treinador da Oliveirense.

Estrelas do “mundo da bola”, como João Vieira Pinto, Pauleta e Rui Correia, o jornalista da RTP Carlos Daniel e o famoso João Gabriel ajudaram a juntar dois mil espectadores no recinto.

Complementado com o leilão de obras do escultor Paulo Neves e do pintor Fernando Veloso e de artigos de Luís Onofre e de outros doadores, o evento gerou uma receita de quase 18 mil euros. “Deu-nos alento”, enfatizou o director.

Em termos de verbas, saliente-se que o Rotary Club de Oliveira de Azeméis usou neste projecto 15 mil euros que tinha guardados para a edificação de uma sede, mas a contribuição rotária foi mais além: mais cinco mil euros do Club; mil euros da “Casa da Amizade”, que reúne as esposas e viúvas dos membros; e 500 euros do Rotaract, a ala jovem do movimento.

A família Pereira contribuiu com cerca de dois mil euros e Manuel Bastos Pinto assinalou que foram muitas as doações: em mão-de-obra, materiais e equipamentos – nomeadamente electrodomésticos – para o lar. “Está tudo pago”, vincou.

O RC tomou conhecimento das precárias condições de vida deste agregado familiar no início do ano lectivo de 2011/2012, quando Eduardo Costa, responsável pela área das bolsas, foi à habitação na Margonça.

Ele ficou chocado com a situação”, recordou Bastos Pinto. Disse que Mónica foi apoiada desta maneira porque merece: “É uma excelente aluna”, que, apesar da sua condição, “nunca se resignou”.