Poiares Maduro avisou que novo quadro comunitário não favorece a construção de estradas Poiares Maduro avisou que novo quadro comunitário não favorece a construção de estradas D. R.

Arouca, 25 de Março de 2014 

Por Alberto Oliveira e Silva

Governo ainda negoceia variante de Arouca com a Comissão Europeia

O Governo ainda está a negociar com a Comissão Europeia a inclusão da variante Arouca-Feira nos programas do novo quadro comunitário de apoio, o “Portugal 2020”, acentuou Poiares Maduro, no final de uma visita ao território arouquense.

Nada vou prometer para além disso”, sublinhou o ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional. Fez notar que as actuais directrizes europeias não favorecem as vias de comunicação.

O governante especificou que a negociação em curso com a burocracia comunitária tenta incluir a chamada “via estruturante” no conceito “last mile”, que permitirá a edificação de troços de estrada que venham “fechar” trajectos considerados essenciais para o desenvolvimento de um determinado território.

Recorde-se que este tem sido o argumento de Artur Neves, o presidente da Câmara de Arouca, que pretende desbloquear o troço que ligará Escariz, no ocidente concelhio, à entrada na A32 em Milheirós de Poiares, no território de Santa Maria da Feira.

Falta não só conseguir fundos europeus, como resolver a componente nacional do investimento, que as “Estradas de Portugal” não conseguem assegurar, mas que o município de Arouca está disposto a adiantar. O investimento total para este troço está estimado em 18 milhões de euros.

Haverá, depois, que construir o troço final, entre Escariz e a ponte da Cela, onde a variante parou e que dista 23 quilómetros de Milheirós de Poiares.

Poiares Maduro, que tinha visitado a Casa das Pedras Parideiras e o Centro de Interpretação Geológica de Canelas, preferiu destacar “o exemplo” arouquense, que tem feito do Arouca Geopark factor de dinamização da economia local.

O ministro destacou a importância dos territórios saberem “gerar competitividade com base nos seus recursos endógenos”.

Vincou que o “Portugal 2020” favorecerá este tipo de projecto, acentuando, também, que o desenvolvimento conseguido à custa de riquezas locais e inimitáveis estará a salvo dos factores mais negativos da globalização, como a deslocalização de indústrias e outras actividades económicas.