A mostra abrirá ao público em finais de Maio A mostra abrirá ao público em finais de Maio D. R.

Cultura, 25 de Fevereiro de 2014 

Por Alberto Oliveira e Silva

Oliva Creative Factory apresenta colecção inédita na Península Ibérica

O Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory (OCF) já conta com mais de 600 obras da “Colecção Treger/Saint Silvestre”, passando acomodar um acervo, “único na Península Ibérica”, no qual se destacam as peças da chamada “Arte Bruta”. A mostra abrirá ao público em finais de Maio.

António Saint Silvestre realça que a Arte Bruta “é feita por pessoas que vivem num mundo paralelo, que têm problemas psiquiátricos e que não se consideram artistas”.

A colecção integra, também, “Arte Vudu”, “Arte Singular” e “Arte Contemporânea”, ganhando assento ma incubadora criativa de S. João da Madeira na sequência de um protocolo entre a Câmara Municipal e os coleccionadores – Saint Silvestre e Richard Treger.

Esta será a segunda exposição da OCF a abrir ao público, uma vez que está patente a “Colecção Norlinda e José Lima”, que apresenta mil obras de mais de uma centena de artistas nacionais e internacionais, entre os quais Andy Warhol, Joseph Beuys, Antoni Tàpies, Malangatana, Paula Rêgo, e Julião Sarmento. Conta com peças de disciplinas como a pintura, o desenho, a escultura, a fotografia e o vídeo.

A Colecção Treger/Saint Silvestre vem incluir S. João da Madeira num roteiro internacional de Arte Bruta, que inclui cidades como Veneza, Berlim, Londres, Paris e Nova Iorque.

Richard Treger sublinha que a Arte Singular e a Arte Bruta “são movimentos artísticos que, neste momento, inflamam o mundo da arte na Europa e nos Estados Unidos”.

Treger e o luso-francês António Saint-Silvestre apresentaram, durante cerca de duas décadas, os trabalhos de artistas ditos “marginais” na sua galeria de Saint-Germain-des-Prés, em Paris. O passo seguinte foi tornar aqueles tipos de arte acessíveis ao grande público.

A nossa cidade tem de se afirmar pela diferença e esta é, certamente, uma das formas de nos podermos projectar internacionalmente”, acentua Ricardo Figueiredo, o presidente da Câmara de S. João da Madeira.