Compra de terreno dará espaço aos utentes do lar e pode levar à criação de novas respostas sociais, segundo Pina Marques, o provedor da instituição Compra de terreno dará espaço aos utentes do lar e pode levar à criação de novas respostas sociais, segundo Pina Marques, o provedor da instituição D. R.

Sociedade, 7 de Fevereiro de 2014 

Por Redacção

Misericórdia de Vale de Cambra reforça património e abre horizontes

A Santa Casa da Misericórdia de Vale de Cambra comprou um terreno na envolvência do seu lar de idosos que considera estratégico para esta valência e, até, com potencialidades para se tornar indutor de novas formas de intervenção social.

Será de fulcral importância”, sublinhou Pina Marques, o provedor da instituição. Explicou que, em primeiro lugar, permitirá criar zonas de lazer – está em aberto a arborização de parte – e de expressão para os utentes do lar.

Disse que, após ser devidamente intervencionado, dará “espaço aberto” aos seniores da casa. “Aí, poderão ter as suas hortas”, acentuou, referindo que tem “pessoas de 93 e 94 anos que se deliciam a cavar”. Note-se que o trabalho da terra fez parte das rotinas de vida de muitos dos utentes.

Deu o exemplo da Dona Carolina, que trabalha o ciclo do linho na totalidade, “até fazer o tecido”.

E quem sabe se não prepararemos neste terreno outras respostas sociais (?)”, aventou – sem concretizar – o provedor.

Pina Marques salientou que a sua mesa administrativa, em funções há sete anos, também está empenhada na preservação do “património não-social” da Santa Casa.

Referiu-se, em concreto, a edifícios arrendados na cidade do Porto, cuja “recuperação” será feita de forma gradual, mas sustentada.

O objectivo é que o património “ajude a custear a parte social da Misericórdia de Vale de Cambra”.

Outros dos desideratos é ver em funcionamento a unidade de cuidados continuados, a instalar no chamado “antigo hospital” valecambrense. Terá 30 camas e integrará a rede nacional.

Segundo o responsável, é provável que a partir de meados de Fevereiro surja o “ok” por parte do Ministério da Saúde. “Espero em breve acertar com a ARS [Administração Regional de Saúde do Norte] o arrendamento das instalações”, assinalou.