José António Barros e Almeida Henriques salientaram a importância de aplicar bem os fundos europeus José António Barros e Almeida Henriques salientaram a importância de aplicar bem os fundos europeus Alberto Oliveira e Silva

Região, 13 de Fevereiro de 2014 

Por Redacção

Ferrovia Aveiro – Vilar Formoso é “eixo prioritário de desenvolvimento”

A necessidade de um corredor ferroviário, em bitola europeia, com ligação aos portos do centro e do norte, que leve as mercadorias portuguesas de Aveiro – passando por Viseu e Vilar Formoso – até Salamanca, e daí para a Europa, foi “o grande consenso” da mega-reunião realizada, na tarde de terça-feira, no Europarque de Santa Maria da Feira, juntando autarcas – “de Viana do Castelo à Figueira da Foz” -, dirigentes de três associações empresariais, os presidentes das duas comissões de coordenação e desenvolvimento (CCD), especialistas em portos e ferrovias e o secretário-geral do Eixo Atlântico.

Almeida Henriques, ex-secretário de Estado do governo de Passos Coelho e actual presidente da Câmara de Viseu assumiu com José António Barros, o presidente da AEP (Associação Empresarial de Portugal), as funções de porta-vozes do grupo alargado de agentes interessados no aproveitamento das verbas do novo quadro comunitário de apoio, o “Portugal 2020”.

Realçando a “inédita convergência” de opiniões e aspirações entre as regiões norte e centro, Almeida Henriques sublinhou que a edificação do corredor Aveiro-Vilar Formoso foi escolha unânime como “prioridade das prioridades”, que – vincaram os responsáveis – deverá ser assumida pelo governo como “a melhor opção para o país”.

José António Barros informou que “todos” os participantes se mostraram “interessados” no desenvolvimento de infra-estruturas “que permitam a convergência do norte e do sul” com as mais avançadas médias europeias de desenvolvimento.

São uma região só”, acentuou o homem da AEP, referindo-se à capacidade produtiva dos dois territórios tuteladas pela CCD do Centro e pela CCD do Norte.

O autarca e o dirigente associativo vincaram que, hoje em dia, estas regiões asseguram 70 por cento das exportações nacionais.

Mas não podemos entrar em onda fontista”, avisou Henriques, referindo-se a tentações que possam levar a uma ânsia de construção de infra-estruturas. Vincou que o novo quadro comunitário só tem “um pouco mais de três mil milhões de euros” disponíveis para este tipo de intervenção. Pelo que – concordaram – há que bem priorizar.

Assinalando que a reunião do Europarque juntou parceiros interessados “em ajudar o governo”, anunciaram que, até 31 de Março, será apresentado ao poder central um documento “com outras prioridades” infra-estruturais a considerar.

Chega de construir castelos no ar”, enfatizou, ainda, Barros, com Almeida Henriques a mostrar-se certo de que, entretanto, o executivo quantificará os valores necessários para alavancar a construção de infra-estruturas no âmbito do Portugal 2020.

O presidente das AEP acrescentou que a ênfase posta na promoção do desenvolvimento económico pelo novo quadro de gestão dos dinheiros comunitários poderá permitir a captação de verbas adicionais para mais equipamentos, desde que os mesmos sejam indutor de crescimento económico.