Pires de Lima, ministro da Economia, visitou uma indústria que considera “de referência” e um exemplo para os restantes sectores Pires de Lima, ministro da Economia, visitou uma indústria que considera “de referência” e um exemplo para os restantes sectores Manuel Correia

Economia, 15 de Janeiro de 2014 

Por Alberto Oliveira e Silva

Sector do calçado reforça “o capital de esperança” dos portugueses

O calçado é um dos sectores que tem vindo a demonstrar capacidade de competir nos mercados internacionais, assumindo-se como “capital de esperança” para os portugueses, sublinhou Pires de Lima, no final de uma vista ao Centro Tecnológico do Calçado de Portugal, sedeado em S. João da Madeira.

Reconhecendo que ainda vai “demorar algum tempo” até que “o momento de crescimento económico” que – acentuou – o País está a viver se reflicta em termos “da melhoria das condições de vida das pessoas”, o ministro da Economia, considerou, porém, que “o exemplo” que está a ser dado pela indústria de calçado é particularmente encorajador.

Pires de Lima participou no passado dia 10 de Janeiro num périplo que incluiu ainda visitas a empresas de Oliveira de Azeméis e Guimarães, visando inteirar-se das potencialidades actuais e dos planos do sector, na sequência do lançamento – pela APPICAPS, a associação sectorial – de um “plano estratégico” e pretendendo salientar e dar visibilidade à aposta governamental no empreendedorismo e na inovação.

É um sector exemplar e de referência”. O ministro gabou a capacidade de transformação do calçado, recordando que, “há 30 anos, foi dado como um sector em vias de extinção”, para salientar que soube dar a volta ao texto.

O governante enfatizou que os empresários do ramo souberam enfrentar as transformações neste mercado – nomeadamente a transferência das produções baratas para a Ásia – assumindo uma revolução que passou pelo associativismo, pela criação de marca e, de forma decisiva, pela tecnologia.

Os resultados não são fruto do acaso e da sorte”, vincou, referindo-se ao crescimento das exportações de calçado, que nos últimos anos andou na ordem dos 30 pontos percentuais.