Manuel Jacinto (à direita) exibe o certificado do Guinness Manuel Jacinto (à direita) exibe o certificado do Guinness D. R.

Santa Maria da Feira, 18 de Novembro de 2013 

Por Alberto Oliveira e Silva

Presépio da Cavalinho é o maior do mundo

A prova está dada”. Manuel Jacinto, o homem-forte da empresa Cavalinho, não se surpreendeu com a atribuição, pela “Guinness World Records”, do título de “maior do mundo” ao Presépio da Cavalinho. “Nunca duvidamos que era o maior”, sublinhou o empresário.

O Livro do Guinness regista recordes em todas as áreas, tendo avaliado um conjunto de 162 peças sobre o nascimento e vida de Jesus Cristo. O anterior recorde mundial era mexicano e contava com 40 peças.

Situado junto à unidade industrial da Cavalinho em S. Paio de Oleiros, município de Santa Maria da Feira, o Presépio da Cavalinho tem um total de 7.500 peças.

Está disponível para visita até 07 de Março do próximo ano, num horário das 09.00 às 24.. Em 2012 atraiu cerca de meio milhão de visitantes.

Manuel Jacinto fez questão de partilhar a distinção recebida “com muitas pessoas” que dão “as suas horas vagas” para preparar os quadros apresentados, num trabalho que começa com mais de meio ano de antecedência da abertura de portas.

A existência de uma gruta com queda de água em frente às instalações da Cavalinho levou, há nove anos, a que se avançasse para esta construção de elaborado simbolismo.

Era normal fazer enfeites de Natal nessa gruta”, recordou o gerente da firma. Mas, “era impossível imaginar que ia fazer este sucesso”, acrescentou.

A manutenção das peças e a feitura de novas figuras e quadros implica trabalhos de monta, assegurados por “artesãos, costureiros, mecânicos”. Em certas alturas, chegam a estar ao serviço três dezenas de pessoas.

A demonstração de “um espírito de comunidade” é um dos aspectos salientados pelo empresário. Opinou que a vida moderna está a tirar força a certas tradições natalícias – como os enfeites e os presépios – que seria importante preservar.

O Presépio centra-se, obviamente, na vida de Cristo, mas também destaca outros motivos religiosos, como as aparições de Fátima. Conta, ainda, com quadros da vida cultural, social e política portuguesa.

A inclusão de quadros com palhaços ou a Branca de Neve, veio cortar uma certa “monotonia” em termos de temas. E os políticos retratados – Mário Soares, Álvaro Cunhal, Cavaco Silva – “chamam a atenção”.

Na opinião de Manuel Jacinto, a co-habitação entre o Sagrado e o profano não destoa, pois, em termos sociais, têm sido associadas à quadra figuras que não faziam parte do espírito original, como o Pai Natal. “O importante é que as pessoas saiam satisfeitas com a beleza disto tudo!”, sublinhou.