Teresa Leão, a directora da instituição de Santa Maria da Feira Teresa Leão, a directora da instituição de Santa Maria da Feira D. R.

Santa Maria da Feira, 25 de Setembro de 2013 

Por Alberto Oliveira e Silva

ISVOUGA abre ano sem receio da crise

As aulas no ISVOUGA (Instituto Superior de Entre Douro e Vouga) decorrem desde a passada segunda-feira, mas será no próximo dia 02 de Outubro que será efectuada a Cerimónia Oficial de Abertura do Ano Lectivo 2013/2014.

Teresa Leão, a directora da instituição de Santa Maria da Feira, assinalou que mantém “o mesmo número de alunos”, quando se compara com o ano passado, e apesar da crise.

Os estudantes frequentam quatro licenciaturas: Gestão de Empresas; Contabilidade; Marketing, Publicidade e Relações Públicas; e Engenharia de Produção Industrial.

A responsável informou que a afluência aos cursos de Gestão de Empresas e de Marketing, Publicidade e Relações Públicas exigiu que se constituíssem “dois turnos” – um em horário diurno e outro em horário pós-laboral, que – diga-se – é o mais comum neste estabelecimento de ensino superior.

Não tivemos de acondicionar o valor das nossas propinas”, acentuou a directora, quando questionada se a conjuntura económica e social provocou alterações na política de preços.

Registe-se que o valor da propina mensal – para um valor total pagável em 12 meses – é de 225 euros.

Teresa Leão sublinhou que a estabilidade do valor da propina é política de há alguns anos a esta parte e enfatizou que o mesmo se acomodou ao nível do “ordenado médio” praticado nos cinco concelhos do Entre Douro e Vouga, que é “inferior” não só à média do País, mas da própria Região Norte.

Flexibilidade

Vincou, ainda, que o ISVOUGA tem várias fórmulas de apoio social aos seus estudantes e formandos. Que vão do encaminhamento para apoios do Estado e do Município de Santa Maria da Feira a apoios directos, nomeadamente concedidos pela Fundação Terras de Santa Maria, a sua entidade tutelar.

Para os casos mais graves, somos flexíveis”, garantiu, referindo-se ao replaneamento do pagamento de propinas.

Fez notar que a oferta do Instituto tem-se procurado adequar às necessidades que os tempos vão formatando. Por exemplo, é possível frequentar unidades curriculares “de forma avulsa”, que garantirão equivalências para quando a pessoa queira e possa inscrever-se numa licenciatura.

Também é possível frequentar mini-cursos de Contabilidade e Gestão ou de Gestão e Marketing, que beneficiam de propinas reduzidas, mas que deixam porta aberta para o prosseguimento de estudos.

Teresa Leão realçou que o caminho trilhado pelo ISVOUGA tem sido sancionado pelo mercado de trabalho. “O nosso Curso de Engenharia de Produção Industrial é muito reconhecido”, sublinhou.

Assinalou “a grande dificuldade” em encontrar o número de diplomados suficientes para dar resposta aos pedidos das empresas.

Referiu que o mesmo se passa quando se trata de dar resposta aos pedidos para colocação, desta feita em situação de estágio, dos alunos das outras licenciaturas.

A aproximação ao universo empresarial é potenciada pelo Laboratório de Marketing, que tem assumido parcerias com actores relevantes da região, como foi o caso das Termas de S. Jorge e dos Municípios da Feira e de Espinho, para a promoção do Mundial escolar de voleibol do próximo ano.

Em termos de pós-graduações, o Instituto Superior de Entre Douro e Vouga assinalou a oferta de quatro cursos: Programação para Plataformas Mobile; Gestão de Projectos; Marketing Digital e Comércio Electrónico; e Direcção e Gestão da Força de Vendas.

Os CET (Cursos de Especialização Tecnológica) destinam-se a detentores do 12º ano de escolaridade e, além de conferirem “um diploma profissionalizante”, também abrem via para o Ensino Superior.

O ISVOUGA oferece formação para técnico especialista em banca e seguros; técnicas de gestão comercial e marketing; e técnicas de contabilidade e finanças. Terá, ainda neste ano lectivo, o de produção industrial.