A iniciativa juntou cerca de 300 participantes e duas dezenas de palestrantes, sete dos quais estrangeiros A iniciativa juntou cerca de 300 participantes e duas dezenas de palestrantes, sete dos quais estrangeiros D. R.

Região, 3 de Julho de 2013 

Por Redacção

Apelos ao associativismo no encerramento do Congresso Nacional do Mirtilo

O mirtilo é uma janela de oportunidade e eventos como o I Congresso Nacional do Mirtilo podem ser dinamizadores de movimentos associativos nesta fileira pois os produtores têm que se associar. Esta foi uma das ideias-chave que José Paulo Dias, Director Regional Adjunto da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, deixou na sessão de encerramento do I Congresso Nacional do Mirtilo, ao final da tarde de sábado passado.

Este responsável louvou a entrada de jovens na agricultura mas adiantou que agora o desafio passa por motivá-los e mante-los na cultura do mirtilo. José Paulo Dias lançou ainda outro desafio, o de fomentar o consumo de mirtilo em Portugal, e deixou um alerta: produtores e comercializadores deste fruto devem tomar cuidado para que os interesses que possam vir a surgir não prejudiquem a fileira.

As conclusões saídas do I Congresso Nacional do Mirtilo foram transmitidas aos presentes por Cecília Palmeiro, da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro. Uma dessas conclusões é a de que ainda há muito mercado para o mirtilo nacional e os mil hectares de plantação previstos para este ano são facilmente escoados. Mas essa exportação não pode ser feita sem a certificação Global GAP e há que ter muitos cuidados com a colheita do fruto e ter em consideração os custos com a colheita que são dos que mais pesam na cultura deste fruto. Por fim, outra conclusão, já referida por outros intervenientes, passa pela necessidade dos produtores de associarem para terem dimensão e, desse modo, terem sucesso na sua atividade.

O I Congresso Nacional do Mirtilo decorreu na sexta-feira e sábado em Sever do Vouga e juntou cerca de 300 participantes e duas dezenas de palestrantes, sete dos quais estrangeiros.