Cultura, 13 de Junho de 2013 

Por Alberto Oliveira e Silva

Casa da Criatividade de S. João da Madeira abriu com concerto da Orquestra Gulbenkian

Esta Casa vai surpreender!”,  garantiu Ricardo Figueiredo, presidente da Câmara Municipal, na inauguração da Casa da Criatividade de S. João da Madeira.

O autarca definiu o equipamento como um dos vectores de uma “estratégia a longo prazo”, que também conta com outros actores, como a Oliva Creative Factory em edificação e a Sanjotec – Centro Empresarial e Tecnológico, e que visa “dotar a Cidade de trunfos muito importantes na nova economia do conhecimento e da criatividade”.

Castro Almeida, hoje secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, mas o presidente de Câmara que pautou o projecto de transformação do antigo Cinema Imperador na novel Casa de espectáculos, seguiu-lhe a linha de raciocínio, realçando que “a ideia de criatividade ajuda muito”. Referia-se à batalha pela competitividade nestes tempos de mercados caprichosos.

A criatividade tem de ser um estado de espírito permanente”, sublinhou, pedindo que “todos” os agentes da economia local ponham, diariamente, “um pouco de criatividade no que estão a fazer”.

Ricardo Figueiredo e Castro Almeida enfatizaram a capacidade de preservar a “memória” comunitária como qualidade dos sanjoanenses. Que – acentuou o secretário de Estado – são gente “que quer sempre mais”.

O presidente da Câmara de S. João da Madeira vincou que a arquitectura da Casa reflecte “o carácter frontal” dos seus munícipes. Falou no betão à vista e na chapa ondulante, nomeadamente, assinalando um ambiente que não nega o viver industrial da Cidade.

A Orquestra Gulbenkian abriu a temporada de espectáculos e hoje estreia “O Despertar da Primavera”, um musical que fez sucesso em Nova Iorque.

A 21 do corrente, Ana Moura apresentará o seu novo álbum “Desfado”; no dia 28, subirá ao palco a Companhia de Dança de Olga Roriz; e, a 5 de Julho, Rodrigo Leão também passará pela nova Sala sanjoanense.

Ricardo Figueiredo ainda destacou “a vocação formativa” do equipamento cultural, referindo que serão criados e apresentados espectáculos com artistas profissionais e com candidatos a artistas em pleno processo de formação.

A funcionalidade inovadora da sala de espectáculos prevê cinco configurações: salão, sem plateia; teatro clássico, com uma plateia; espaço com duas plateias opostas e cenário ao meio; espaço tipo ringue, com quatro plateias a ladear o palco; e estilo passerelle, com duas plateias dispostas de forma longitudinal. Permite uma lotação de 550 espectadores e representa um investimento de 6,4 milhões de euros.