A sessão foi moderada por Emídio Sousa (presidente da ADRITEM e vice-presidente da Câmara de Santa Maria da Feira), para quem o tecido associativo - inserido no denominado terceiro sector - “é vital” para as comunidades A sessão foi moderada por Emídio Sousa (presidente da ADRITEM e vice-presidente da Câmara de Santa Maria da Feira), para quem o tecido associativo - inserido no denominado terceiro sector - “é vital” para as comunidades D. R.

Santa Maria da Feira, 4 de Junho de 2013 

Por Redacção

ADRITEM debateu futuro do associativismo

O futuro do movimento associativo não está em risco, mas a actual conjuntura, as implicações fiscais ou a legislação desajustada da realidade dificultam o seu percurso.

Estes e outros temas estiveram em destaque na tertúlia “O futuro das colectividades sem fins lucrativos”, que decorreu no passado dia 29 de Maio, em Argoncilhe, numa iniciativa dinamizada pela Associação de Desenvolvimento Rural Integrado das Terras de Santa Maria (ADRITEM).

As associações são a forma mais importante e mais justa de valorização social”, disse o presidente da Federação das Colectividades de Cultura e Recreio do Concelho de Santa Maria da Feira, Joaquim Tavares.

O dirigente advertiu, contudo, que “a questão fiscal cria dificuldades tremendas às instituições”, defendendo que este quadro devia ser alterado.

O presidente da Federação das Associações do Município de Oliveira de Azeméis, António Grifo, lembrou que em 2003 foi publicada uma lei com o intuito de promover o reconhecimento e a valorização do movimento associativo popular, lamentando que passada uma década continua tudo na mesma.

Findos cerca de dez anos, este diploma ainda se encontra por regulamentar, em detrimento não só dos interesses das colectividades, dos seus associados e dirigentes, como também do próprio Estado e de toda a comunidade”, salientou.

A tertúlia – que surge no contexto dos “Encontros para o Desenvolvimento Local” – contou com a parceria da Câmara de Santa Maria da Feira e da Junta de Freguesia de Argoncilhe.

Para a vereadora Cristina Tenreiro, da autarquia feirense, o associativismo é “uma escola de cidadania”, tendo “um papel fundamental” no desenvolvimento dos territórios. No caso concreto de Santa Maria da Feira, a autarca enalteceu o envolvimento das associações em iniciativas integradas, dando como exemplo a Viagem Medieval em Terra de Santa Maria.

A importância do trabalho em rede, os novos desafios e os problemas de sustentabilidade foram outras das temáticas abordadas durante a tertúlia que contou ainda com intervenções de Moreira da Silva (vogal do conselho de administração Fundação da Juventude do Porto) e do director regional do Centro do Instituto do Desporto e Juventude, José Cardoso. Este responsável deu a conhecer três medidas de apoio dirigidas às colectividades, desde que inscritas no RNAJ (Registo Nacional do Associativismo Jovem) – o Programa de Apoio Juvenil, o Programa de Apoio Estudantil e o Programa de Apoio Infra-Estrutural.

A sessão foi moderada por Emídio Sousa (presidente da ADRITEM e vice-presidente da Câmara de Santa Maria da Feira), para quem o tecido associativo – inserido no denominado terceiro sector – “é vital” para as comunidades.

Em Santa Maria da Feira, por exemplo, é uma das nossas grandes riquezas”, fez questão de salientar, numa alusão às cerca de 400 associações espalhadas pelo concelho. “A sua dinâmica e alcance social merecem, naturalmente, o nosso reconhecimento”, acrescentou.