Liliana Sousa, Carla Carvalho e Bruno Fonseca querem alargar a incidência desta iniciativa de apoio aos seniores Liliana Sousa, Carla Carvalho e Bruno Fonseca querem alargar a incidência desta iniciativa de apoio aos seniores D. R.

Oliveira de Azeméis, 15 de Maio de 2013 

Por Alberto Oliveira e Silva

Laços contra a Solidão

Já está no terreno um projecto de apoio a idosos isolados, lançado e coordenado pela Santa Casa da Misericórdia de Oliveira de Azeméis, mas que conta, também, com a colaboração da “Secção de Programas Especiais” (SPE) da GNR e com a envolvência de – para já – 12 jovens voluntários, recrutados na Escola Secundária Soares Basto.

Carla Carvalho, directora-técnica do Lar e Centro de Dia da instituição oliveirense, sublinhou que, tendo-se apercebido da existência de idosos que não têm quem os acompanhe, ouça e auxilie, definiu o objectivo de estruturar uma iniciativa que, com o apoio da força policial, atacasse esse problema.

Surgiu, então, a ideia de convidar as escolas do Concelho”, salientou, assinalando que a Soares Basto foi, até ao momento, a única a dizer “presente”. E assim nasceu o projecto “Semear Laços”, cuja definição técnica lhe credita a vontade de “dar voz aos idosos que se encontram sozinhos/isolados”.

Arrancou há duas semanas, com cinco idosos, que beneficiam de “visitas semanais, com o objectivo de lhes despertar uma participação mais activa e autónoma na sua vida, contribuindo, assim, para um envelhecimento saudável”.

Em termos práticos, os voluntários ajudam-nos com coisas como ir às compras com eles, ir à farmácia e levá-los a dar uma volta.

O “fazer companhia” é especialmente importante. Liliana Sousa e Bruno Fonseca corporizam a SPE e testemunharam a importância do contacto humano. “Os idosos gostam de contar as histórias das suas vidas”, acentuou a militar.

O seu colega destacou, também, a componente de “troca de gerações” contida neste projecto: “os voluntários vão aprender muitas coisas ”, afirmou.

Enfatize-se que, no processo de aproximar um idoso do Semear Laços, o primeiro contacto cabe à GNR. Os militares explicam do que se trata e logo vêem se há, ou não, receptividade para aderir.

Liliana Sousa acrescentou que a SPE mantém, depois, uma função de monitorização do decorrer do projecto, visitando os idosos beneficiários, para saber se tudo corre a contento.

Quanto à formação dos jovens, Carla Carvalho realçou o trabalhar dos “conceitos do envelhecimento”, visando transmitir aos voluntários noções das limitações, mas também das capacidades, dos seus novos “amigos”.

À GNR coube alertá-los para os problemas securitários – as burlas são, infelizmente, emblemáticas – com que os mais velhos se podem confrontar.