O saxofonista esteve no ressurgimento da Banda Filarmónica Cucujanense O saxofonista esteve no ressurgimento da Banda Filarmónica Cucujanense D. R.

Cultura, 31 de Maio de 2013 

Por Redacção

Carlos Silva grava CD com o fado como música de fundo

O saxofonista Carlos Silva prepara um novo trabalho discográfico com o fado como música de fundo.

Esteve no ressurgimento da Banda Filarmónica Cucujanense e aí maestro entre 1999 e 2004. A vida de Carlos Silva é marcada por uma intensa paixão pela música e muito particularmente pelo saxofone e clarinete, embora tenha experimentado também outros instrumentos.

Nascido em Santiago de Riba -Ul (Oliveira de Azeméis), frequentou o ensino primário na sede do concelho e no Pinheiro da Bemposta.

Tinha 10 anos quando comecei a tocar na banda do Pinheiro da Bemposta e tudo me parecia um sonho. Lembro-me que não faltava a um ensaio que eram na sede, uma casa antiga que ficava junto à antiga farmácia”, recorda.

Os estudos levaram-no um pouco mais tarde para a Escola Industrial e Comercial de Oliveira de Azeméis (EICOA), onde frequentou o curso industrial nocturno porque, entretanto, já estava a trabalhar desde os 14 anos.

As memórias da EICOA são muito agradáveis porque o que lá vivi e aprendi foi também determinante para o meu futuro. A qualidade dos professores – de que cito como exemplos o mestre Ângelo, o professor Milton (matemática) e o doutor Pardinhas – era muita e a exigência para com os alunos contribuiu para que quer no ‘comercial quer no industrial’ se formassem pessoas muito competentes”, salienta.

Orquestra Ligeira do Exército

Em 1970 foi incorporado e esteve em Caçadores 5 (Lisboa). Nessa altura “deu nas vistas” como músico e passou a integrar a Banda do Exército onde foi solista no instrumento “requinta”. A partir daí aperfeiçoa as suas competências, tendo feito um curso especial de saxofone no Conservatório de Musica de Lisboa e no ano seguinte é um dos fundadores da Orquestra Ligeira do Exército.

Terminado o serviço militar começa a sua “ronda” por várias bandas filarmónicas (S. João da Madeira, Arrifana, Souto da Feira, Santiago de Riba-Ul, Lousada, Oliveira de Frades, Minde, entre outras).

Paralelamente integrou “conjuntos” musicais e assim percorreu todo o País em permanentes concertos.

Espectáculos a “solo”

Esse “frenesim” passou, mas o ciclo de espectáculos mantém-se a “solo” (saxofones e clarinete), actuando em casinos (Espinho, por exemplo), hotéis, festas de empresas, quintas e concertos mais “íntimos” de âmbito cultural.

Também especializado na reparação e recuperação de instrumentos de sopro – o que lhe ocupa muito tempo – ainda consegue dirigir a Tuna e o Coro da Universidade Sénior de Oliveira de Azeméis o que “me dá muito prazer e até honra porque eles são muito empenhados e simpáticos para comigo, embora eu seja bastante exigente”.

Não consigo parar. Cada vez mais me sinto mais ‘em forma’ e motivado pelo apoio da minha actual mulher que tem sido maravilhosa na compreensão da minha paixão pela música”, confessa o saxofonista.

O fado, o jazz e um novo disco

O fado, o jazz e a música brasileira têm traços comuns que com criatividade se podem dar numa fusão muito interessante e foi isso que me impulsionou para o projecto de gravação que estará concluído ainda este ano”, anuncia.

Sobre o conteúdo do disco, mantém segredo embora confesse que “será uma homenagem ao fado que é um património valioso da nossa cultura”.