A selecção A selecção "canarinha” vence pela terceira vez consecutiva a competição Nuno Seabra

Desporto, 9 de Dezembro de 2012 

Por Redacção

Portugal perde final com favorito Brasil

O Brasil venceu Portugal, por 3-0, na final do III Torneio Mundial de futsal feminino, hoje disputada no Pavilhão Drº Salvador Machado, em Oliveira de Azeméis.

O equilíbrio foi – como se esperava – a tónica dominante na partida, que registou uma nova enchente nas bancadas. Ambas as equipas adoptaram uma estratégia de contenção de bola sem grande produção ofensiva, designadamente durante o primeiro período.

Seria, contudo, o Brasil a abrir o marcador aos 11 minutos, por intermédio de Cilene Paranhos, numa das poucas hesitações da defesa portuguesa.

Com Portugal a pressionar no último terço do terreno, o Brasil volta a marcar ainda antes do intervalo (minuto 16º), através de Vanessa Pereira que apontou, de forma eficaz, um livre indirecto à entrada da área da equipa das quinas.

No reatamento, as pupilas de Jorge Braz até começaram por encostar as brasileiras ao seu último reduto, criando sucessivas situações de golo. No entanto, o Brasil marcaria de novo, desta vez por Marcela Leandro, decorridos 25 minutos.

A perder por 3-0, Portugal aposta tudo, passando a utilizar a partir dos 36 minutos a “guarda-redes avançada”, mas sem o efeito esperado.

As duas equipas defrontaram-se na passada quarta-feira, ainda na fase de grupos. Na altura, as brasileiras também venceram mas à tangente a formação lusa, por 3-2, numa partida muito disputada e emotivo até ao apito final.

Neste torneio, a selecção brasileira sofreu apenas três golos – um diante do Irão e dois na primeira partida contra Portugal.

Terceiro título

Vencedora das duas anteriores edições da prova (2010 e 2011), a equipa da América Latina era apontada desde que chegou a Oliveira de Azeméis como a principal favorita ao triunfo final, embora o discurso do técnico brasileiro, Marcos Sonato, tivesse sido sempre muito cauteloso.

Na teoria é muito fácil dizer que somos os melhores, mas temos de demonstrar esse favoritismo em campo”, disse o treinador no início da semana. Os teóricos tinham razão e o Brasil continua a dominar a prova.