A torre, acoplada a um edifício anexo, terá cerca de 47 metros e 13 pisos A torre, acoplada a um edifício anexo, terá cerca de 47 metros e 13 pisos D. R.

Arouca, 27 de Novembro de 2012 

Por Redacção/EDVI

Obras do radar meteorológico para o Norte arrancam “em breve” na Freita

As obras do futuro radar meteorológico, um investimento de cerca de um milhão de euros, arrancam “em breve”, garantiu o presidente da autarquia, José Artur Neves.

Estamos a falar de uma obra muito importante para a região Norte e, sobretudo, um grande empreendimento para Arouca, pela sua proximidade ao radar e pela segurança que isso trará no futuro às populações locais, designadamente em eventuais situações de catástrofe”, disse o autarca.

O radar permitirá detetar alterações meteorológicas e hidrológicas, bem como ocorrências esporádicas, como nuvens de fumo (típicas de incêndios florestais), tornando as previsões climatéricas mais eficazes e possibilitando uma reacção efectiva em casos de intempérie.

O local escolhido para implantação desta estrutura foi o Pico do Gralheiro, na freguesia de Albergaria da Serra.

A consignação foi formalizada recentemente e estão reunidas todas as condições para que a obra avance em breve”, afirmou José Artur Neves.

O novo radar meteorológico, a instalar em plena serra da Freita, assegurará a cobertura do Norte do País, sendo apetrechado com as últimas novidades tecnológicas do sector.

A torre, acoplada a um edifício anexo, terá cerca de 47 metros e 13 pisos.

Em cada um dos pisos técnicos haverá uma varanda exterior, para colocação de antenas de comunicação, hoje dispersas pelo local.

Uma das varandas funcionará como miradouro, com “uma vista privilegiada sobre toda a região, espaço que deverá ser incluído como destino obrigatório nas rotas do ‘Arouca Geopark’”.

A obra – financiada pelo Programa Operacional Regional do Norte (ON.2 – Novo Norte) – é da responsabilidade do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, tutelado pelo Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território.

Os radares que se usam em meteorologia – designadamente aqueles de que o Instituto de Meteorologia dispõe – observam o volume da atmosfera em seu redor, de modo a fornecer aos meteorologistas a informação de que necessitam para apoio às actividades que têm a seu cargo.

Estes equipamentos permitem saber – de forma aproximada – onde vai chover e quanto vai chover, a muito curto prazo, fornecendo ainda informação sobre o vento.

A rede nacional de radares integra actualmente dois postos: Coruche/Cruz do Leão, instalado em 1998, e Loulé/Cavalos do Caldeirão (2005).

Os radares em funcionamento asseguram a cobertura no Centro e no Sul do País com um alcance que chega aos 300 quilómetros.