O ministro Miguel Relvas (na foto, ao centro) inaugurou esta quarta-feira o melhoramento O ministro Miguel Relvas (na foto, ao centro) inaugurou esta quarta-feira o melhoramento José Paulo Silva

Oliveira de Azeméis, 20 de Junho de 2012 

Por Redacção/EDVI

Requalificação das margens do Caima “realça o empreendedorismo”, diz Miguel Relvas

As obras de requalificação das margens do Caima, hoje inauguradas, representam a primeira fase de “um projecto mais abrangente” para os rios que atravessam o concelho de Oliveira de Azeméis, afirmou o presidente da autarquia, Hermínio Loureiro.

Este é um projecto que se encontrava inserido nas preocupações da autarquia, no sentido de valorizar as linhas de água, potenciando o turismo e os recursos associados aos rios”, disse o autarca.

Um município com fortíssima vocação exportadora como o nosso não pode menosprezar estes valores ambientais”, salientou.

Hermínio Loureiro falava aos jornalistas à margem da inauguração do melhoramento, na freguesia de Palmaz, uma cerimónia presidida pelo ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.

Este projecto realça o empreendedorismo e faz evidenciar o ambiente e a natureza, através de uma parceria entre entidades públicas e entidades privadas, que trazem benefícios a todos os envolvidos. São projetos como este que criam valor e combatem o desemprego”, referiu o governante, elogiando a intervenção que resultou de uma candidatura apresentada pela autarquia ao Programa Operacional do Norte (ON2).

Miguel Relvas aproveitou também para inaugurar o Hotel Ecológico Vale do Rio, que é o primeiro do País a funcionar totalmente com energia verde, através de uma central hídrica e uma caldeira de biomassa.

O edifício original da bicentenária hídrica mantém a sua ligação ao canal que atravessa o jardim da unidade hoteleira, um investimento de seis milhões de euros, sendo que 20 por cento dessa verba foi aplicada em recursos energéticos.

A requalificação das margens do Caima, na freguesia de Palmaz, consistiu na preservação da biodiversidade, na gestão sustentável dos recursos naturais e no aumento da fruição dos espaços naturais, designadamente através da criação de um percurso pedonal – com cerca de 2,3 quilómetros -, viveiros e lagoas, uma zona destinada a piqueniques e um parque de estacionamento, numa extensão de 16 hectares.

A intervenção estendeu-se entre a antiga fábrica de papel e o açude do Areínho, introduzindo “elementos inovadores desde espaços de turismo e lazer à promoção de energias renováveis e instalação de um viveiro florestal de espécies autóctones”.

O projecto – um investimento na ordem dos 700 mil euros – foi comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).