Os moinhos de água, cuja existência é referenciada com pormenor no século XVIII, são uma referência na região Os moinhos de água, cuja existência é referenciada com pormenor no século XVIII, são uma referência na região Paulo Oliveira

Oliveira de Azeméis, 29 de Março de 2012 

Por Redacção/EDVI

Moinhos do Caldeirão revivem tempos idos – vídeo

Os moinhos do Caldeirão, inaugurados em 2007, revivem tempos idos e resultam de “milhares de horas de trabalho”, afirmou Carlos Costa, o mentor do projecto de recuperação e valorização do espaço em Figueiredo de Baixo, freguesia de Pinheiro da Bemposta.

Dou por bem empregue o tempo dedicado a este sonho de recuperar um património que nos faz recuar no tempo”, disse.

Durante os trabalhos procurei ser o mais fiel possível na utilização de materiais tradicionais”, referiu Caros Costa, salientando que “quis também respeitar o meio natural envolvente, apostando na conservação das espécies vegetais autóctones e criando trilhos que permitem o contacto com este espaço natural”.

Com o nome proveniente do vale encaixado onde se situam e no qual corre uma ribeira afluente do rio Antuã, os moinhos do Caldeirão pretendem ser “um espaço acessível a quem o queira visitar, estando aberto ao público no último domingo de cada mês”.

Os moinhos de água, cuja existência é referenciada com pormenor no século XVIII, são uma referência na região. No início, ai se moía o milho, depois o trigo e, mais tarde, passou a descascar-se o arroz.

Há aqui em todo este património uma história familiar. Para além disso, entendo ser importante a preservação das nossas tradições, muitas das vezes desconhecidas de grande parte da comunidade”, acrescentou Carlos Costa.

Um dos moinhos recuperados pertenceu ao trisavô do mentor do projecto. Daquele terá passado para os descendentes, tendo o seu avô acabado por o vender no início dos anos 70 do século XX.

Carlos Costa tomou conhecimento de que as ruínas desta azenha e alguns terrenos envolventes se encontravam à venda. Não descansou enquanto não conseguiu fechar o negócio e, assim, reaver o património que tinha pertencido à sua família durante várias gerações.

Pouco depois adquiriu outro moinho em ruínas, assim como mais alguns terrenos adjacentes. Lançou mãos-à-obra e o resultado está à vista.

Carlos Costa fala sobre o projecto de recuperação dos moinhos do Caldeirão