“A Ria, a Água, o Homem” é uma obra poética documental que explora a Ria de Aveiro, sobretudo as paisagens e as gentes de entre Ovar e Torreira “A Ria, a Água, o Homem” é uma obra poética documental que explora a Ria de Aveiro, sobretudo as paisagens e as gentes de entre Ovar e Torreira D. R.

Cultura, 12 de Março de 2012 

Por Redacção/EDVI

Atenas premeia filme de Matos Barbosa

“A Ria, a Água, o Homem…”, do cineasta Manuel Matos Barbosa, foi distinguido com um primeiro prémio no “ATHENS ANIMFEST 2012, International Animation Film Festival”, na Grécia.

Este festival de cinema de animação terminou na passada quarta-feira, no Greek Film Archive.

O filme que teve a sua estreia no Festival de Cinema AVANCA e foi exibido no encerramento do “CINANIMA 2010”, distinguido em Arouca e no Porto, foi entretanto galardoado no Brasil, Eslovénia e Bósnia Herzegovina.

Sendo um filme de curta-metragem em desenho animado, “A Ria, a Água, o Homem”, é uma obra poética documental que explora a Ria de Aveiro, sobretudo as paisagens e as gentes de entre Ovar e Torreira.

Neste filme – produzido pelo Cine-Clube de Avanca e Filmógrafo -, Matos Barbosa junta à sua animação os textos de Raul Brandão, lidos pelo actor Joaquim de Almeida.

Nascido em Oliveira de Azeméis em 1935, Matos Barbosa encontrou no desenho e no cinema, a sua forma de expressão por excelência.

Dirigente do cineclube local, assinou alguns dos filmes do cinema amador português mais premiados internacionalmente.

Do documentário à animação, os seus filmes têm uma forte componente inspiradora da paisagem, das histórias e das gentes da Beira Litoral.

Com uma filmografia de 18 filmes, estas obras foram várias vezes premiadas e exibidas em festivais de Portugal, Alemanha, Andorra, Angola, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Itália, Rodésia, Suíça e Moçambique.

O cineasta foi em 2010 homenageado no Museu da Cidade de Aveiro, em cerimónia promovida pela Câmara Municipal de Aveiro e em Oliveira de Azeméis pelo Museu Regional da cidade.

«A Ria, a Água, o Homem», marca o retomar da actividade de Matos Barbosa no cinema de animação. O filme foi produzido com o apoio do ICA / Ministério da Cultura e RTP – Rádio e Televisão Portuguesa, entre outras entidades.