O destino a dar aos achados será determinado pelo IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico) O destino a dar aos achados será determinado pelo IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico) D. R.

Arouca, 27 de Março de 2012 

Por Redacção/EDVI

Achados arqueológicos na Praça Brandão de Vasconcelos – vídeo

As obras da regeneração urbana do centro histórico de Arouca, ao abrigo do programa Polis XXI, estão na origem do aparecimento de achados arqueológicos.

A intervenção – acompanhada por uma equipa de arqueologia desde Novembro do passado ano – colocou à luz do dia as fundações da antiga Igreja paroquial de São Bartolomeu e vestígios de ossadas, anteriores à construção do templo.

A existência das fundações da Igreja era já conhecida da nossa equipa e tudo aponta que a sua construção tenha ocorrido no início do seculo XVI. O edifício terá sido demolido entre 1883 e 1890”, explicou a arqueológa Helena Marçal, que dirige os trabalhos com João Rebuge.

Quanto às ossadas, os especialistas apontam como sendo “anteriores à edificação da Igreja, já que surgem apenas parcialmente”. “É difícil datá-las com exatidão, processo que decorrerá, após o levantamento, em laboratório próprio”, salientaram.

O destino a dar aos achados será determinado pelo IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico), que prossegue – juntamente com a equipa de arqueólogos – o acompanhamento também nos restantes espaços onde decorrem as obras.

A equipa de arqueólogos tem feito um acompanhamento exaustivo em todas as frentes de obra, de forma altamente profissional”, afirmou o presidente da autarquia, José Artur Neves.

Do ponto de vista científico, estes achados são importantes pela história que aqui temos desta praça central”, referiu, salientando que “a preservação dos vestígios encontrados está assegurada”.

Reportagem da Arouca TV