Armando Ferreira da Costa: “Escrevo aquilo que sinto sem o objectivo de ganhar alguma coisa com isso” Armando Ferreira da Costa: “Escrevo aquilo que sinto sem o objectivo de ganhar alguma coisa com isso” EDVI

Cultura, 8 de Novembro de 2011 

Por Redacção/EDVI

Antigo chefe de escuteiros lança livro de poemas

O antigo chefe do agrupamento 24 do Corpo Nacional de Escutas, Armando Ferreira da Costa, lança este sábado um livro de poemas, com parte da receita a favor da instituição que serviu por mais de 50 anos.

O trabalho – intitulado “Escrever é Reviver” – reflecte vivências e o pensar do autor “sobre tudo o que nos rodeia”.

Os meus poemas versam os mais variados temas e assuntos, com Deus como pano de fundo, fruto da minha vivência cristã”, disse o poeta, em declarações à EDV Informação.

É raro o poema em que não evoque o nome de Deus”, frisou.

Leio desde tenra idade, mas confesso que tenho pouco conhecimento de escrita, pois não sou escritor profissional. No entanto, escrevo todos os versos de uma forma a que cada um possa compreender o seu significado”, explicou.

A obra reúne “uma pequena parte” dos textos de Armando Ferreira da Costa, que não coloca de parte a hipótese de publicar novo livro.

Este livro é uma sexta parte daquilo que tenho escrito”, assegurou, salientando que o actual contexto económico e social não é esquecido no seu trabalho.

Escrevo aquilo que sinto sem o objectivo de ganhar alguma coisa com isso”, sublinhou. “Nesse sentido, a receita do livro destina-se ao pagamento da impressão e a restante parte reverte a favor do agrupamento 24 do Corpo Nacional de Escutas”, referiu.

O escutismo é uma actividade que abracei com prazer em 1960 e a quem devo muito”, acrescentou o antigo chefe do agrupamento sedeado em Cucujães.

Natural da freguesia de Santiago de Riba Ul (Oliveira de Azeméis), Armando Ferreira da Costa, 80 anos, frequentou a escola até ao antigo 5º ano (9º ano de escolaridade) na área de serralharia mecânica.

Cedo se iniciou no mundo da agricultura, ajudando os pais. Após o cumprimento do serviço militar – na Escola Prática de Engenharia, em Tancos – foi trabalhar para a Oliva (S. João da Madeira), seguindo-se a Soinca (Cucujães) e, posteriormente, o “Amoníaco Português” (Estarreja).

Alguns anos mais tarde ingressou no Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, onde esteve ligado até se reformar. A agricultura foi sempre praticada em paralelo, assim como outras actividades cívicas.

A cerimónia de apresentação do livro decorre este sábado, a partir das 15:00, no Centro Cultural de Cucujães.