Isidro Figueiredo: “A pesquisa permitiu dissecar sobre as dependências dos alunos, dano-nos um melhor conhecimento da nossa realidade” Isidro Figueiredo: “A pesquisa permitiu dissecar sobre as dependências dos alunos, dano-nos um melhor conhecimento da nossa realidade” EDVI

Oliveira de Azeméis, 7 de Outubro de 2011 

Por Redacção/EDVI

Projecto transnacional retrata comunidade estudantil em matéria de dependências

O inquérito sobre consumo de álcool, tabaco e drogas efectuado junto de jovens do 9º ano de escolaridade – uma das acções do projecto de cooperação transnacional “Gerações Saudáveis” – é “uma ferramenta para o futuro”, afirmou o vereador Isidro Figueiredo, da Câmara de Oliveira de Azeméis.

A pesquisa permitiu dissecar sobre as dependências dos alunos, dano-nos um melhor conhecimento da nossa realidade nesta matéria. Retrata a comunidade estudantil e assume-se como uma ferramenta para o futuro”, disse o responsável pelo pelouro da Educação na autarquia, em declarações à EDV Informação.

De um total de 905 alunos que em 2010/2011 estavam inscritos no 9º ano, responderam ao inquérito 405 (45 por cento da população alvo).

Da amostra em estudo, 53 por cento dos jovens (com idade média de 15 anos) são do sexo feminino.

Este trabalho dirigido às escolas de Oliveira de Azeméis permitiu concluir que 35 por cento dos estudantes já consumiu tabaco, sendo 12 anos a idade média para o primeiro contacto.

No que concerne ao álcool, 65,5 por cento já experimentou. As bebidas brancas – com 15,8 por cento de respostas – apresentam-se como as mais consumidas, seguindo-se a cerveja (11,6 por cento) e o vinho (4,6 por cento).

A idade média para o primeiro consumo situa-se entre os 12 e os 14 anos.

O haxixe/erva surge como a substância que os alunos mais usaram – 5,82 por cento -, seguindo-se a cocaína (2,28 por cento) e a heroína (2,03 por cento).

Dos alunos que experimentaram pelo menos um dos tipos de substâncias referidos no inquérito, 24 por cento afirmam ter consumido pelo menos uma vez no último mês.

A idade para o primeiro consumo encontra-se entre os 13 e os 15 anos.

A maior parte dos jovens que respondeu ao inquérito – realizado durante o passado ano lectivo – estudava no ensino regular (84 por cento) e a restante nos cursos de Educação e Formação (CEF).