Região, 20 de Outubro de 2011 

Por Redacção/EDVI

Lançada primeira pedra de unidade pioneira para tratar resíduos de construção

O secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo, lançou esta quarta-feira a primeira pedra de uma unidade pioneira na Região Norte que vai tratar 100 mil toneladas por ano de resíduos de construção e demolição (RCD) produzidos no agrupamento de municípios do Entre Douro e Vouga.

A futura unidade de recepção e tratamento de RCD, um projecto intermunicipal que deverá abrir portas no início de 2012 em Ossela, no concelho de Oliveira de Azeméis, é um investimento de cerca de seis milhões de euros, verba suportada pelo promotor (consórcio Retria Vouga).

Esta iniciativa tem três razões fundamentais e de base para ser um projecto meritório: a maioria dos projectos ambientais necessita de escala – isso está realizado com o facto de ser uma associação de municípios a fazê-lo -, é sustentável e assume-se como uma correcta forma de tratar um problema, minimizando os impactos quer ao nível do ordenamento do território, quer a nível ambiental”, afirmou Pedro Afonso de Paulo.

A unidade estende-se por uma área de 30 mil metros quadrados, localizada no antigo aterro sanitário da serra do Pereiro, propriedade da Associação de Municípios das Terras de Santa Maria (AMTSM).

O presidente da AMTSM, Hermínio Loureiro, considerou este projecto “mais um bom exemplo” de cooperação entre os municípios de Arouca, Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira e Vale de Cambra.

Temos uma perspectiva regional para resolver problemas concretos. Não é de agora. Sempre soubemos encontrar soluções de uma forma integrada”, sublinhou.

Na futura unidade, as actividades de recolha, triagem e processamento dos resíduos irão gerar um produto final – designado por agregado reciclado – que entrará de novo no ciclo da construção civil.

Trata-se de um sistema que permite responder a uma necessidade dos nossos dias”, salientou António Rodrigues, em representação do consórcio Retria Vouga.

Constituirá, sem dúvida, uma mais-valia para a área geográfica onde será implementado, nomeadamente os concelhos integrantes da Associação de Municípios das Terras de Santa Maria”, acrescentou.

Antes do lançamento da primeira pedra foi assinado o contrato entre a AMTSM e o consórcio Retria Vouga (composto pelas empresas Casais, Semural, Retria e Factor Ultimate), responsável pela criação e exploração da unidade por um período de 50 anos.